São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Anthropic bloqueia usos do Claude em armas, ataques e espionagem tecnológica

Relatório descreve tentativas envolvendo armas biológicas, ofensivas contra a Ucrânia e empresas chinesas que buscavam extrair capacidades do modelo.

Anthropic bloqueia usos do Claude em armas, ataques e espionagem tecnológica
Foto: Ole.CNX/Shutterstock

A Anthropic interrompeu operações que usavam o Claude para apoiar pesquisas relacionadas a armas biológicas, desenvolver softwares militares, coordenar ataques cibernéticos contra a Ucrânia e obter capacidades do modelo para treinar sistemas chineses de inteligência artificial.

As informações estão no relatório de inteligência de ameaças publicado pela empresa na última quinta-feira. O documento reúne atividades identificadas e bloqueadas ao longo dos últimos oito meses.

Um dos episódios envolveu um pesquisador de uma região não atendida pela Anthropic. Por meio de servidores virtuais, ele acessou o Claude para planejar experimentos sobre a adaptação da gripe aviária a mamíferos. A empresa também identificou operadores da China, da Rússia e do Iêmen utilizando a ferramenta no desenvolvimento de softwares para mísseis, drones e bombas.

Operação contra alvos na Ucrânia

Um grupo de hackers russos usou o Claude em uma campanha contra alvos governamentais, militares e diplomáticos ucranianos. A ferramenta teria sido empregada em praticamente todas as fases da operação, incluindo o envio de phishing, a invasão de redes Wi-Fi de hotéis e a tomada de contas do WhatsApp.

Os invasores criaram ainda um sistema capaz de reconhecer quando o código malicioso era bloqueado por mecanismos de segurança. A partir disso, o programa reescrevia o próprio código para tentar evitar a detecção.

A Anthropic avaliou que o comportamento era compatível com as táticas do Midnight Blizzard, grupo que o governo dos Estados Unidos associou ao SVR, serviço de inteligência estrangeira da Rússia. A empresa também disse ter interrompido atividades atribuídas ao coletivo ShinyHunters.

Contas fraudulentas na China

Laboratórios chineses criaram milhares de contas falsas para consultar o Claude e usar os resultados no desenvolvimento de modelos próprios. A Anthropic atribuiu à Alibaba mais de 151 milhões de interações entre maio e julho de 2026, com o objetivo alegado de aprimorar os modelos Qwen.

Segundo a empresa, Moonshot e DeepSeek enviaram conversas reais de clientes ao Claude e aproveitaram as respostas como dados de treinamento. Ao todo, a Anthropic afirmou ter bloqueado ações de sete laboratórios chineses, entre eles Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento dos dados apresentados. O órgão disse que a tecnologia deve ser desenvolvida para o bem e rejeitou o que chamou de distorção de fatos e ataques contra o país.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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