São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Anatel determina bloqueio e rastreamento de chamadas com spoofing

Seis medidas cautelares exigem que operadoras interrompam o tráfego e identifiquem a origem de ligações com número adulterado.

Anatel determina bloqueio e rastreamento de chamadas com spoofing

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou o bloqueio e o rastreamento de chamadas com identificação de origem adulterada, prática conhecida como spoofing. As seis medidas cautelares foram publicadas pela Superintendência de Controle de Obrigações (SCO) em 16 de setembro de 2026 e atingem empresas envolvidas na origem ou no transporte de grandes volumes de ligações suspeitas.

As ordens têm dois objetivos: interromper o encaminhamento do tráfego associado à adulteração e reconstituir o percurso das chamadas até a identificação de quem as iniciou. Parte dos bloqueios deve ser cumprida em até cinco dias após a ciência de cada decisão. As empresas também poderão ser obrigadas a entregar relatórios de rastreamento no prazo de 30 dias.

Se a apuração não apontar o responsável pela origem do tráfego, as companhias terão de explicar o motivo, além de detalhar as diligências e os pedidos feitos a terceiros. A identificação de responsáveis ou de agentes que não colaborarem poderá fundamentar novas medidas cautelares.

Ordens contra operadoras

Uma das decisões determina que a TIM suspenda por um mês a capacidade de originação de chamadas da ELO Contact Center Serviços em sua rede. Relatórios de fiscalização associaram à empresa 5.287, 672.379 e 1.080.513 chamadas classificadas como spoofing.

Outra medida envolve a Voros Telecomunicações e direciona determinações a Algar, Datora e Foco. Foram registradas 164.082 chamadas com spoofing em um relatório e 2.436.445 em período posterior. O bloqueio só poderá ser retirado com a comprovação de outorga compatível e a adoção de medidas corretivas, entre elas a autenticação de todas as chamadas originadas na rede da Voros.

A Anatel também analisou chamadas realizadas entre 27 de maio e 15 de junho de 2026. Nesse intervalo, foram associados à Algar 12.827.156 casos com indícios de spoofing; à Surf, 9.513.402; à Itelco, 6.327.469; e à US Matrix, 2.141.428, em uma rota de interconexão com a TIM.

Algar, Surf e Itelco terão de informar quem iniciou as ligações e quais empresas participaram do transporte. A TIM deverá rastrear as chamadas encaminhadas pela US Matrix na rota investigada e fornecer os dados individualizados em arquivos CSV.

O spoofing altera de forma indevida o número exibido ao destinatário. A chamada pode aparecer como se tivesse sido feita por outra pessoa ou empresa, inclusive com números conhecidos, prefixos locais ou supostos canais de atendimento bancário. Para a Anatel, a prática dificulta a identificação do real originador e pode ser usada em fraudes ou outras condutas irregulares.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5