Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu a privatização dos Correios e de empresas que considera inúteis, mas afirmou que manterá estatais ligadas a setores estratégicos. Entre elas, citou a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), caso seja eleito.
Ao justificar a permanência da Embrapa, Santos associou a empresa a questões geopolíticas e de sobrevivência. Para o candidato, a estatal e instituições de ensino voltadas à área agrária formaram conhecimento e mão de obra que contribuíram para o crescimento da agricultura brasileira.
Ele mencionou a Esalq, em São Paulo, e a instituição de Viçosa, em Minas Gerais, como parte desse conjunto. “A Embrapa, como estatal, entregou pro Brasil demais”, afirmou.
Santos também criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ao comentar episódios daquele período, disse que o país viveu “um surto coletivo” e afirmou que integrantes da administração acreditaram em “maluquice” e acabaram presos.
O candidato voltou ainda a defender a adoção de uma política de armas nucleares no Brasil, condicionada a uma mudança na Constituição. Segundo ele, a discussão não seria tratada no primeiro mandato dele nem no de qualquer presidente disposto a seguir esse caminho. Santos estimou um horizonte superior a oito anos para o tema.







