São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Renan Santos acusa campanha de Flávio Bolsonaro de ligação com grupo dos EUA

Candidato do Missão pede investigação sobre possíveis conexões entre aliados de Flávio e a Rockbridge Network, sem apresentar provas públicas de repasses.

Renan Santos chama Flávio de “bandido” e “vassalo de Trump”

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao cargo, de manter vínculos políticos e empresariais com a Rockbridge Network, grupo norte-americano que, segundo ele, atua no financiamento de campanhas e tem interesses no Brasil. Renan chamou o adversário de “bandido” e “vassalo do governo Trump”.

As declarações foram feitas na 6ª feira (11.set.2026), durante uma sabatina. Renan afirmou que integrantes da campanha de Flávio teriam relação com membros da Rockbridge nos Estados Unidos e pediu que jornalistas brasileiros e estrangeiros investiguem o caso.

Alegações sobre recursos e negócios

Renan citou Tallis Gomes, cofundador da G4 Educação, Pedro Sangue e um integrante identificado como Ryan, apontado por ele como operador político da Rockbridge. O candidato disse que Ryan manteria contato com brasileiros interessados em investimentos no país.

Segundo Renan, a Rockbridge procurou candidatos brasileiros no fim de 2025 e início de 2026. Ele afirmou também que Tallis Gomes teria mencionado publicamente conversas com integrantes do grupo.

O candidato mencionou ainda a empresa Vulcan, que teria relação com membros da Rockbridge e interesse em negócios envolvendo terras raras no Brasil. De acordo com Renan, uma pessoa ligada ao grupo passou a trabalhar na campanha de Flávio e abriu recentemente uma empresa.

Renan afirmou que eventual entrada de recursos estrangeiros não precisaria ocorrer de forma direta. “Eu duvido que haja dinheiro estrangeiro diretamente na campanha do Flávio. Diretamente, ninguém vai fazer isso. Agora, indiretamente, é a coisa mais fácil do mundo”, disse.

Ele declarou que pretende apresentar as informações primeiro à imprensa, e não à Justiça Eleitoral, porque sua campanha não teria equipe suficiente para transformar o material em uma denúncia formal. Questionado sobre a ausência de provas públicas de repasses estrangeiros à campanha, Renan defendeu a apuração de possíveis transferências ao senador, a aliados ou a estruturas relacionadas à candidatura.

O candidato rejeitou a avaliação de que suas declarações poderiam ser classificadas como fake news. Para ele, a relação entre integrantes da campanha e a Rockbridge já teria sido admitida pelas partes envolvidas.

Flávio, Vorcaro e a disputa eleitoral

Renan também relacionou Flávio a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Afirmou que o senador poderia enfrentar consequências jurídicas caso investigações comprovassem uma troca de favores e disse que seria necessário esclarecer eventual contrapartida.

O candidato mencionou possíveis conversas de Vorcaro e levantou suspeitas sobre medidas adotadas durante o governo Jair Bolsonaro relacionadas a crédito consignado e benefícios sociais. Segundo Renan, essas medidas poderiam ter beneficiado o Banco Master. Ele ressaltou que as investigações ainda precisam avançar para definir responsabilidades.

Na avaliação de Renan, eventuais denúncias contra Flávio poderiam afetar principalmente eleitores antipetistas que não se identificam com o bolsonarismo. Ele citou o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas como exemplo de uma parcela do eleitorado cansada da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio.

“Porque se for, aí o Flávio perde”, afirmou, ao comentar a possibilidade de esses eleitores considerarem as denúncias e suspeitas na escolha do candidato.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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