São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Justiça manda prender seis investigados por fraude em licitação de Bauru

Decisão cita risco às testemunhas e às provas em investigação sobre edital de R$ 5,2 bilhões para resíduos sólidos.

Justiça manda prender seis investigados por fraude em licitação de Bauru

A Justiça decretou a prisão preventiva de seis investigados na Operação Cavalo de Troia, que apura uma suposta tentativa de fraude em uma licitação de R$ 5,2 bilhões para a coleta de resíduos sólidos em Bauru pelo prazo de trinta anos. O edital foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado, impedindo a conclusão do negócio.

Entre os presos estão a ex-secretária municipal do Meio Ambiente Cilene Chabuh Bordezan, o executivo Hamilton Libório Agle, ligado à Estre Ambiental, e outros quatro alvos: Sara Moura de Jesus, Talita de Andrade Soares Chieregatti, Vitor João de Freitas Costa e Mário Luiz Silvério. Cilene e Agle haviam sido presos no dia 9, inicialmente de forma temporária.

A decisão é do juiz Josias Martins de Almeida Júnior, da Vara Regional das Garantias. O magistrado apontou risco de interferência nas testemunhas, combinação de versões, cooptação de servidores e destruição ou ocultação de provas físicas e digitais. Também afirmou que a prisão seria necessária para preservar a ordem pública e interromper a atuação do grupo investigado.

Investigação do Ministério Público

Segundo os promotores do Gaeco, servidores responsáveis pela análise de recursos administrativos teriam sofrido pressões e constrangimentos. A investigação sustenta que Cilene atuava em favor da Estre Ambiental dentro da administração municipal e mantinha contato direto com Hamilton Agle para definir diretrizes e prazos relacionados ao certame.

Os promotores também citam movimentações patrimoniais e gastos pessoais de Cilene entre R$ 77 mil e R$ 80 mil mensais, além de reuniões reservadas na sede da Estre em São Paulo e em um escritório no Edifício Prime Square, em Bauru. Dados extraídos do celular de Mário Silvério indicariam participação dela na elaboração de respostas da FIPE e do Município a questionamentos sobre a licitação.

A investigação atribui a Agle o comando das ações do grupo. Entre os pontos citados estão a discussão de uma Taxa Interna de Retorno de 35% a 45%, o custeio de despesas de agentes públicos e o envio de impugnações a um consultor da FIPE. Na residência de Vitor Costa, ex-secretário municipal dos Negócios Jurídicos, foram apreendidos R$ 240 mil em dinheiro em espécie.

A prefeita Suéllen Rosim não é alvo da operação. Por determinação dela, Cilene foi exonerada junto com outros assessores de confiança supostamente ligados à investigação. A Prefeitura de Bauru informou que respeita a atuação do Ministério Público e está disponível para fornecer documentos e informações. Também afirmou que, conforme os elementos conhecidos, não há apontamento de participação ou envolvimento da prefeita.

A Estre Ambiental declarou compromisso com ética e transparência e disse estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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