São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Pedido contra Moraes terá nove votos no STF e pode ficar parado por vista

Sessão marcada para 15 de setembro analisará investigação sobre supostas relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Pedido contra Moraes terá nove votos no STF e pode ficar parado por vista

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade do pedido que será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que as apurações foram conduzidas de forma irregular. A manifestação integra o processo que discute uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

A análise está marcada para 15 de setembro, em sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin. O pedido foi apresentado pelo ministro André Mendonça, que posteriormente retirou o sigilo do caso.

Votos e impedimentos

Nove ministros estarão aptos a votar. André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux são favoráveis à abertura da investigação. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin se posicionam contra o procedimento.

Moraes não participará da análise porque é o alvo do pedido. Pelas regras gerais do direito processual e pelo Regimento Interno do STF, o magistrado representado ou submetido a um pedido de investigação é considerado parte interessada e fica impedido ou suspeito de votar no próprio processo.

Dias Toffoli também não votará. O ministro já se declarou suspeito para participar de decisões relacionadas ao caso Banco Master. Com a ausência dos dois, não há previsão de empate entre os nove ministros aptos.

Possível adiamento

O julgamento pode não ser concluído na sessão de 15 de setembro. Qualquer um dos ministros habilitados pode pedir vista para examinar os autos por mais tempo. Nesse caso, o prazo previsto no Regimento Interno do STF para devolver o processo é de até 90 dias.

Se a devolução não ocorrer dentro desse período, o processo é liberado automaticamente para a pauta de julgamentos do plenário. Assim, o pedido poderá ter a decisão postergada sem que seja necessário um novo julgamento sobre a possibilidade de vista.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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