BRASÍLIA — A Operação Make Up, autorizada por Flávio Dino na última quinta-feira (10), levou a Polícia Federal a cumprir 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. A investigação apura suspeitas relacionadas ao uso de emendas parlamentares na produção do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias, que foi secretário da Cultura no governo Bolsonaro e participa do roteiro da cinebiografia, e a empresária Karina Gama.
A apuração é relatada por Dino no Supremo Tribunal Federal e teve origem em relatórios da Controladoria-Geral da União. Os documentos apontaram irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades registradas em nome de Gama.
Dados apreendidos
Neste domingo (13), o ministro determinou a retirada do sigilo de todo o material recolhido pela Polícia Civil de São Paulo durante as investigações. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo deverá enviar à Polícia Federal os dados brutos extraídos dos celulares dos investigados. A perícia havia ficado sob responsabilidade dos órgãos estaduais de segurança, e os aparelhos foram apreendidos no mês de junho.
A decisão cita o entendimento adotado por André Mendonça em 1°de setembro, quando o ministro retirou o sigilo de conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e atualmente preso, e Alexandre de Moraes.
“Considero assim haver viragem jurisprudencial em curso, a qual devo me adaptar, em homenagem ao princípio da colegialidade”, afirmou Dino na decisão.
Os relatórios da CGU também registraram o envio de emendas para projetos sociais esportivos conduzidos pelo ICB em Pirassununga, cidade paulista. A execução conforme a finalidade prevista não foi comprovada. A Polícia Federal identificou indícios de que os recursos foram destinados à produção de Dark Horse.







