São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Materiais de investigação sobre Dark Horse serão entregues à Polícia Federal

Flávio Dino também determinou a publicidade do procedimento que envolve a produtora do filme e suspeitas sobre recursos públicos.

Materiais de investigação sobre Dark Horse serão entregues à Polícia Federal

Celulares, computadores, documentos e os dados brutos retirados dos aparelhos apreendidos pela Polícia Civil paulista deverão ser entregues à Polícia Federal. A determinação é do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação relacionada ao filme Dark Horse.

Neste domingo, 13, Dino retirou o sigilo do procedimento e estabeleceu que os materiais enviados pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo passem a tramitar publicamente no Supremo. A apuração envolve a produtora do longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e suspeitas de desvio de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares.

A investigação teve origem em suspeitas sobre a execução de emendas parlamentares federais destinadas a empresas de São Paulo. O caso que tramitava na Justiça paulista foi remetido ao STF e incorporado ao procedimento sob relatoria de Dino depois de um pedido da Polícia Federal.

Ao analisar o material encaminhado, o ministro afirmou que ganhou força a hipótese de conexão entre diferentes frentes investigativas. A linha apurada envolve uma suposta estrutura de destinação e desvio de recursos públicos.

A decisão também menciona recursos da Prefeitura de São Paulo e cita o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, como parte da linha investigativa. O parlamentar nega irregularidades.

Dino descreveu a medida como uma “viragem jurisprudencial em curso” e disse que precisa se adaptar a ela em respeito à colegialidade. Para o ministro, pessoas mencionadas em investigações semelhantes devem receber tratamento equivalente, inclusive na divulgação de nomes, movimentações financeiras e conversas de WhatsApp.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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