MANAUS — O candidato ao governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) afirmou que pretende transformar programas prioritários de seu plano em políticas permanentes, com metas, mecanismos de execução e respaldo legal. A proposta, apresentada em encontro com Arthur Virgílio Neto (MDB), busca impedir que ações sejam interrompidas ou reformuladas a cada troca de administração.
O evento ocorreu na quadra da escola de samba Vitória Régia, no bairro Praça 14 de Janeiro, em Manaus, na noite de quarta-feira (9). Omar estava acompanhado da candidata a vice-governadora, Alessandra Campelo.
“Não há mais espaço para falhas. O maior prejudicado pela ineficiência do Estado é a população”, afirmou Omar. Segundo o candidato, a continuidade prevista em lei deverá alcançar projetos estruturantes de diferentes áreas do governo.
Segurança e saúde
Na segurança pública, Omar citou o Ronda no Bairro, implantado durante sua passagem pelo Governo do Amazonas. Ele disse que pretende criar uma nova política de policiamento, ampliar o alcance das ações e reabrir delegacias com atendimento durante 24 horas. A proposta também inclui a convocação de aprovados e a realização de novos concursos públicos para recompor o efetivo das forças de segurança.
O candidato afirmou que a intenção é transformar essas medidas em uma política permanente, reduzindo o risco de interrupção em futuras administrações.
Para a saúde, Omar declarou que adotará medidas emergenciais para reduzir a demanda por consultas, exames e procedimentos. Entre as alternativas está a contratação de serviços de hospitais e laboratórios particulares. Ele afirmou que pretende zerar essa demanda logo em janeiro, por meio de convênios com a rede privada.
Habitação e dependência química
Na habitação, Omar manteve a meta de construir 40 mil moradias durante quatro anos de governo. A proposta prevê uma política habitacional de longo prazo, com planejamento e metas definidas, para ampliar a oferta de casas e reduzir a dependência do aluguel entre famílias de baixa renda.
O candidato também defendeu uma política de atendimento a dependentes químicos baseada em identificação, acolhimento, tratamento e reinserção social. A execução, segundo ele, deverá contar com profissionais especializados, a Igreja Católica, denominações evangélicas e entidades que já atuam nas comunidades.
Omar afirmou que pretende estruturar essas iniciativas como políticas permanentes, para evitar a interrupção do atendimento em mudanças de governo. Ao final do encontro, pediu votos para retomar o desenvolvimento do Amazonas.







