São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Moraes defende ouvir testemunhas sobre relatório da Polícia Federal

Ministro do STF afirma que depoimentos podem verificar informações sobre André Mendonça e investigação ligada ao INSS.

Moraes defende ouvir testemunhas sobre relatório da Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu novamente que testemunhas sejam ouvidas no plenário da Corte para verificar as informações de um relatório de inteligência da Polícia Federal. O documento afirma que o ministro André Mendonça tentou interferir indevidamente no andamento de acordos de delação premiada relacionados à investigação sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O relatório também registra que Mendonça teria perguntado, em reuniões com integrantes da Polícia Federal, o que havia no celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, sobre Moraes. Mendonça considera o documento apócrifo porque, por ser interno, não teria valor probatório.

Moraes afirmou que relatórios de inteligência da Polícia Federal são oficiais e funcionam como meios de obtenção de prova, embora não sejam provas em si. “É muito fácil saber se o que consta no relatório de inteligência é verdadeiro ou não. Basta intimar testemunhas”, disse. Ele comparou esse tipo de documento às colaborações premiadas.

O ministro também contestou a interpretação sobre supostas conversas mantidas com Vorcaro por celular. Segundo Moraes, a apuração se baseou em escritos no bloco de notas do aparelho, cujas imagens teriam sido capturadas eletronicamente para envio temporário a contatos. “Extração de bloco de notas é uma coisa, mensagem é outra”, afirmou.

Moraes disse ainda que Mendonça determinou uma investigação contra ele de ofício em agosto, usando dados existentes desde maio. Para o ministro, o colega do STF desconsidera a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se opôs à investigação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5