São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Moraes deve contestar colegas antes de julgamento sobre mensagens com Vorcaro

Ministro mantém silêncio sobre as acusações e pode questionar a participação de quatro colegas na sessão do STF marcada para o dia 15.

Moraes deve contestar colegas antes de julgamento sobre mensagens com Vorcaro
Foto: Wilton Junior/Estadão

Alexandre de Moraes decidiu manter o silêncio sobre as acusações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e recuou do pronunciamento previsto para esta quinta-feira, 10. O ministro tem até o dia 14 para prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), prazo concedido pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

A controvérsia envolve 51 mensagens trocadas ao longo de 21 dias entre Moraes e Vorcaro. A linha de defesa esperada no STF é a de que não seria possível comprovar que o celular usado nas conversas pertencia ao ministro. A mesma tese foi apresentada no início do ano, quando surgiram as primeiras revelações sobre a relação entre os dois.

Na ocasião, a Secretaria de Comunicação do STF informou, a pedido do gabinete de Moraes, que uma análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro não associava ao ministro mensagens de visualização única. O material havia sido tornado público após o envio à CPMI do INSS. Posteriormente, a Polícia Federal apresentou relatório afirmando que as mensagens foram trocadas com Alexandre de Moraes. O documento teve o sigilo retirado por André Mendonça na semana passada.

Disputa antes do julgamento

A sessão marcada para o dia 15 analisará o pedido de investigação contra Moraes por suas relações com Vorcaro. A solicitação foi apresentada por Mendonça, relator do caso Master no STF. A expectativa é que a discussão comece por questões de ordem e matérias preliminares antes de eventual exame do mérito.

Moraes também deve contestar a participação de outros ministros na formação do quórum. André Mendonça é o principal alvo, em razão da relatoria e de uma reunião com Vorcaro na sede do Instituto Iter, fundado por Mendonça em São Paulo.

Dias Toffoli pode ser questionado por ter ocupado inicialmente a relatoria do caso Master e por suspeitas envolvendo negociações financeiras de familiares. Nunes Marques aparece relacionado a repasses do Banco Master ao filho, Kevin de Carvalho Marques, além de uma viagem de Brasília a Maceió em avião da Prime You. Luiz Fux também pode ser alvo por causa da presença de seu filho, Rodrigo Fux, no camarote de Vorcaro durante o Carnaval de 2025, no Rio.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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