SÃO PAULO — O Ministério da Saúde contestou a afirmação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de que o governo federal deixa de enviar recursos à saúde paulista. A pasta afirma que a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repassa anualmente R$ 3,8 bilhões a mais ao estado do que o governo de Jair Bolsonaro (PL).
A declaração do governador foi feita em uma live com Flávio Bolsonaro (PL), na terça-feira (23). Candidato à reeleição, Tarcísio disse que São Paulo perde R$ 2,7 bilhões por ano em recursos federais e afirmou: “Esse dinheiro está sendo subtraído do povo de São Paulo. Isso aí vai mudar, e vai mudar bastante”.
Em nota, o ministério respondeu que o valor adicional transferido pela atual gestão é superior à cifra mencionada pelo governador. “Valor é muito superior à suposta falta mencionada pelo candidato”, declarou a pasta.
Recursos e programas
Segundo os dados divulgados pelo ministério, os investimentos no Programa Farmácia Popular em São Paulo subiram de R$ 564,8 milhões para R$ 1,44 bilhão. No Mais Médicos, o número de profissionais ativos no estado passou de 1.465, em 2022, para 3.602, em 2025.
A pasta também informou aumento de 56% nos recursos para custeio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). O montante avançou de R$ 3,06 bilhões em 2022 para R$ 4,78 bilhões no ano passado.
O governo federal disse ter destinado recursos para a construção de 359 UBS, dez policlínicas, 34 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e quatro centros especializados em reabilitação. Pelo Novo PAC, os investimentos anunciados para o estado superam R$ 1,16 bilhão.
Sobre a Tabela SUS Paulista, apresentada por Tarcísio como uma das principais iniciativas de sua gestão, o ministério afirmou que 61% dos recursos vêm de repasses federais. O programa estadual complementa pagamentos da União a hospitais e Santas Casas por procedimentos de média e alta complexidade.
A nota acrescentou que São Paulo é o único estado que não financia Samu, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Caps. Também citou o envio de 691 ambulâncias do Samu, 308 kits de telessaúde, 16 aceleradores lineares e 13 unidades odontológicas móveis, além de equipamentos para cirurgias e da retomada do financiamento de equipes multiprofissionais na atenção básica.







