SÃO PAULO — O debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad terminou sem uma vantagem clara para nenhum dos candidatos ao governo de São Paulo. O governador, que disputa a reeleição e lidera as pesquisas com grande margem, saiu de um confronto equilibrado, sem acontecimentos capazes de alterar de forma relevante a disputa.
O encontro teve discussões sobre segurança pública, crimes no Estado, economia e políticas nacionais. Tarcísio criticou as políticas fiscais do governo Lula, enquanto Haddad destacou investimentos da atual gestão federal em São Paulo e voltou a atribuir à União participação em obras realizadas no Estado.
Haddad reforçou sua ligação com o governo Lula ao longo do debate. Tarcísio, por sua vez, não mencionou Flávio. As diferenças entre os candidatos também apareceram nas propostas de privatização, tema recorrente na campanha.
Segurança e economia
Na área de segurança, Tarcísio citou a presença de uma traficante no palco de um evento na favela do Moinho ao fazer uma crítica a Haddad. Em seguida, afirmou que o episódio não tinha relação com o adversário e o chamou de Fernando: “A gente te conhece”.
O debate econômico incluiu uma discussão sobre a situação da Argentina. Haddad mencionou episódios de argentinos comendo carne de burro para acusar o adversário de defender um caminho semelhante para o Brasil. Tarcísio respondeu que o presidente do país vizinho está indo bem.
O tom das trocas foi marcado por ironias e críticas, mas permaneceu razoavelmente respeitoso. Os candidatos demonstraram domínio sobre informações e problemas regionais e apresentaram propostas relacionadas às diferentes regiões do Estado.
Sem grandes novidades ou momentos de forte impacto, o confronto dificilmente deverá produzir conteúdo nas redes sociais com força suficiente para influenciar de maneira significativa os eleitores indecisos. O resultado preservou a posição de quem já estava à frente nas pesquisas.







