São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Milton Leite não se entrega e continua foragido em investigação sobre o PCC

Ex-presidente da Câmara de São Paulo é alvo de prisão temporária; buscas encontraram uma passagem entre imóveis em Sorocaba e dinheiro em espécie.

Imagen incluida en el documento original proporcionado

Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, não se apresentou à polícia dentro do prazo que havia anunciado e continuava foragido nesta sexta-feira (18). Ele é alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo e no poder público paulista.

Na quinta-feira (17), após a deflagração da operação, Leite disse que estava viajando e prometeu comparecer às autoridades em até 24 horas. O prazo terminou na manhã seguinte sem que ele fosse localizado ou se entregasse.

As investigações são conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. De acordo com os investigadores, ao menos 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC.

Documentos do caso atribuem a Leite a operação de empresas que estariam sob influência da facção. Depoimentos de policiais militares o apontam como o “dono de fato” da Transwolff, companhia investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Leite nega ligação com a organização criminosa e afirma que nunca foi proprietário da empresa. A Transwolff também nega que ele tenha participação societária ou administrativa.

Buscas em Sorocaba

As buscas pelo ex-vereador chegaram nesta sexta-feira a Sorocaba, no interior paulista, após os investigadores receberem informações de que ele teria passado por um imóvel ligado a um assessor. Leite não foi encontrado.

Durante a ação, os policiais localizaram uma passagem conectando imóveis ligados ao político. Nos endereços, também foram apreendidos cerca de R 89 mil em espécie. Considerados os valores pela cotação informada nas reportagens, o montante se aproxima de R$ 740 mil. A Polícia Civil apura se Leite esteve nos locais antes da chegada dos agentes.

Relações políticas

Leite manteve relações políticas com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Em 30 de agosto, Tarcísio participou do lançamento das candidaturas dos filhos de Leite, Alexandre Leite e Milton Leite Filho.

Após a operação, o governador afirmou que sua relação com o ex-presidente da Câmara era institucional e que as investigações deveriam considerar os fatos, sem levar em conta vínculos partidários. Em 2024, Leite ajudou a construir a aliança que reelegeu Nunes e, como dirigente do União Brasil na capital, oficializou o apoio do partido à candidatura do prefeito.

A Operação Vectura Corrupta levou à expedição de 16 mandados de prisão. Dez investigados haviam sido presos na última atualização das autoridades. Entre eles estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL. Milton Leite seguia entre os alvos não localizados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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