São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Milton Leite é levado à cadeia após se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes

Ex-vereador paulista foi alvo de prisão temporária por 30 dias e afirmou que terá oportunidade de provar sua inocência.

Milton Leite é levado à cadeia após se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes

O ex-vereador de São Paulo Milton Leite foi levado à cadeia pública de Mogi das Cruzes após se apresentar à polícia nesta sexta-feira (18). Ele passou por exame de corpo de delito e afirmou que não cometeu crime e não tem pendências com a Justiça.

Ao deixar a sede da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), por volta das 19h, Leite estava acompanhado de agentes. O político declarou ser “inocente de todas as acusações” e disse que terá oportunidade de provar sua versão. Questionado sobre eventual arrependimento, respondeu que só se arrepende quem comete crime.

Leite chegou à delegacia por volta das 16h, acompanhado do advogado Aloísio Lacerda Medeiros. O defensor informou que solicitou acesso integral ao processo e afirmou que, por enquanto, não pretende recorrer da prisão temporária, com duração de 30 dias.

Medeiros disse que a defesa ainda não teve acesso ao conjunto de provas e que seguirá o procedimento previsto. Segundo o advogado, Leite estava fora de São Paulo, mas ele desconhecia o endereço em Sorocaba onde a polícia realizou buscas nesta sexta-feira e apreendeu R$ 740 mil.

O ex-vereador era considerado foragido desde quinta-feira (17), quando agentes não o encontraram em seu endereço residencial. Ele havia informado que se apresentaria em 24 horas e já havia negado as suspeitas.

Investigação

A operação investiga suspeitas de que empresas de ônibus responsáveis pelo transporte coletivo em municípios paulistas tenham passado a ser administradas por integrantes do PCC depois de obterem licitações.

Os investigadores afirmam que Leite seria o verdadeiro dono da Transwolff, empresa que administrou durante anos linhas de ônibus da capital paulista. O contrato foi rompido após suspeitas de envolvimento com o PCC. O pedido de prisão se baseou em duas situações nas quais o nome do ex-vereador teria sido mencionado por terceiros.

Leite nega conhecer integrantes da facção e afirma que sua relação com o setor de transportes foi institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas. Também rejeita ser proprietário da Transwolff.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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