São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Dinheiro é encontrado em imóvel ligado a ex-assessor de Milton Leite em Sorocaba

Polícia Civil localizou R$ 740 mil em espécie durante buscas pelo ex-vereador, que é considerado foragido em investigação sobre empresas de ônibus.

Dinheiro é encontrado em imóvel ligado a ex-assessor de Milton Leite em Sorocaba

A Polícia Civil apreendeu cerca de R$ 740 mil em espécie em um imóvel de um ex-assessor ligado a Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. O valor era composto por R$ 280 mil e US$ 89 mil. A ação ocorreu nesta sexta-feira (18), durante buscas pelo paradeiro do ex-vereador.

Milton Leite é considerado foragido mais de 24 horas após a deflagração de uma operação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto vínculo do político com o PCC por meio de empresas de transporte coletivo da capital paulista.

Policiais foram ao endereço, em Sorocaba (SP), para tentar localizar Leite. No imóvel, ouviram que ele havia passado pelo local na quarta-feira, mas não estava mais ali nesta sexta-feira. Na manhã de quinta, o ex-vereador disse por telefone que estava fora de São Paulo e que se apresentaria às autoridades em 24 horas. “Estou me organizando com meus advogados”, afirmou. Ele nega irregularidades.

A operação teve 16 pessoas como alvo de prisões temporárias e autorizou buscas em 18 endereços distribuídos por São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

A decisão judicial descreve Leite como “o dono de fato” da Transwolff. Segundo as investigações, a empresa seria usada para lavar dinheiro para o PCC e o ex-vereador teria responsabilidade direta por sua operação. A Transwolff nega ligação com a facção, e Leite nega participação na empresa.

As suspeitas contra o político se apoiam principalmente em referências feitas por terceiros. Entre elas estão uma conversa de julho de 2024 envolvendo José Daniel Satilite, da Translider, e um advogado, além de uma mensagem de um sargento da Polícia Militar que chamou Leite de “chefe”. As representações da polícia e da Promotoria não registram pagamentos ou vínculos societários entre o ex-vereador e as empresas investigadas.

A assessoria da Transwolff afirmou que Leite nunca teve participação societária, não integrou a gestão nem deu ordens na companhia. Entre os presos está Levi dos Santos Oliveira, que presidiu a SPTrans entre 2019 e fevereiro de 2025. A defesa declarou não ter tido acesso aos autos e disse que ele não possui antecedentes.

Investigação sobre empresas de transporte

A apuração surgiu a partir da operação Decúrio, realizada em agosto de 2024. A Promotoria diz ter encontrado indícios de que pelo menos 12 empresas de transporte coletivo em funcionamento na capital eram controladas, de forma direta ou indireta, pelo PCC.

A Prefeitura de São Paulo afirmou colaborar com o Ministério Público. Ricardo Nunes criou um grupo de trabalho para examinar os elementos da investigação e avaliar uma intervenção na A2 Transporte, que nega envolvimento com a facção.

Leite exerceu sete mandatos de vereador, entre 1997 e 2024, e foi o presidente que permaneceu por mais tempo à frente da Câmara desde a redemocratização. Atualmente, faz campanha pelos filhos Alexandre Leite, candidato a deputado estadual, e Milton Leite Filho, candidato a deputado federal.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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