São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Mendonça diz que celular de Vorcaro está lacrado antes de julgamento no STF

Relator afirma que íntegra dos dados pode afetar investigações; Gilmar Mendes pediu acesso do material a todos os ministros.

Mendonça diz que celular de Vorcaro está lacrado antes de julgamento no STF
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou que os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro estão lacrados e que ele nunca manuseou o material. A manifestação ocorreu após ministros cobrarem acesso à íntegra do conteúdo antes do julgamento da próxima terça-feira (15).

Mendonça disse que a cópia foi preservada como contraprova, caso os arquivos originais sejam perdidos. Segundo ele, a divulgação completa das informações poderia prejudicar investigações em andamento, ao comprometer o sigilo e a eficiência dos procedimentos.

“Este relator também não tem acesso aos elementos de informação que não estejam devidamente formalizados”, afirmou Mendonça. Ele acrescentou que a defesa de Vorcaro tem acesso à cópia integral porque o material é devolvido aos advogados depois da extração dos dados.

Pedido de acesso

Na sexta-feira (11), o ministro Cristiano Zanin solicitou as informações duas vezes. No sábado (12), Gilmar Mendes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que adotasse as providências necessárias para que todos os magistrados recebessem os dados brutos do aparelho.

Gilmar afirmou que uma cópia da mídia extraída do celular foi entregue ao gabinete de Mendonça, sem acesso idêntico aos demais ministros. Caso o relator não forneça o material, pediu que a Polícia Federal seja requisitada, por meio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF), para disponibilizá-lo com urgência.

O pedido foi apresentado depois de Fachin solicitar a Mendonça a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. O julgamento de terça-feira definirá se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento no caso.

Mendonça negou que exista desigualdade entre os julgadores e afirmou que os demais ministros têm acesso integral a todo o material usado na sessão. Em paralelo, Moraes acusou o relator de proteger “determinado grupo político” ao liberar apenas parte dos processos e classificou o levantamento seletivo do sigilo como direcionado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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