CEILÂNDIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou o uso de recursos da União para socorrer o Banco de Brasília (BRB), durante ato do PT nesta quarta-feira (16/9). Ele afirmou que o governo federal manterá os pagamentos à população, mas não fará um repasse direto à instituição financeira.
Lula responsabilizou a relação entre o ex-governador Ibaneis Rocha e Daniel Vorcaro, do Banco Master, pelos problemas enfrentados pelo BRB. Segundo o presidente, o banco adquiriu R$ 12 bilhões em títulos que não existiam.
“Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro, do Banco Master”, declarou Lula.
O presidente disse ainda ter sido alertado de que a falta de apoio federal poderia comprometer o pagamento de benefícios sociais. Ele separou essa possibilidade de um eventual auxílio ao banco. “Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro. Mas não vamos dar dinheiro para o BRB”, afirmou.
Lula também questionou o paradeiro de Ibaneis e afirmou que o ex-governador estaria gastando recursos que, segundo ele, foram roubados. O presidente associou a crise à condução política do caso no Distrito Federal e acusou a governadora Celina Leão de tentar atribuir a situação ao governo federal.
A governadora respondeu em nota e disse esperar uma postura institucional de Lula diante dos problemas do banco público do Distrito Federal. Celina afirmou que o presidente trata o caso como uma disputa partidária e comparou a posição sobre o BRB ao apoio federal aos Correios. Segundo ela, o governo ajuda os Correios, mas se recusa a dar aval para um empréstimo ao Governo do Distrito Federal.
Celina também destacou que o BRB pertence à população do Distrito Federal, tem seis mil empregados e participa da execução de programas sociais. A governadora afirmou que a instituição não deveria ser usada em uma disputa política.
O Governo do Distrito Federal busca alternativas para enfrentar a situação do banco. Em maio, Celina esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) em uma audiência com representantes do governo federal e pediu autorização do Tesouro Nacional para contratar um empréstimo bilionário destinado ao BRB.








