São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula reforça atos de rua em São Paulo antes do primeiro turno

Em São Miguel Paulista, presidente busca aproximar-se de apoiadores, reduzir abstenção e comparar seu governo ao de Jair Bolsonaro.

Lula reforça atos de rua em São Paulo antes do primeiro turno
Foto: Felipe Rau/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou neste sábado, 26, a campanha às ruas de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, em uma estratégia voltada a ampliar o contato direto com eleitores e estimular a presença nas urnas no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Ao lado da primeira-dama Janja Lula da Silva, Lula percorreu o bairro e pediu que o carro reduzisse a velocidade. Também solicitou aos seguranças que abrissem espaço para sua aproximação com os apoiadores. Em vários momentos, pediu aumento no volume do microfone. “Avisa ao rapaz do som que aumentar o volume não paga imposto”, afirmou, em tom de brincadeira.

O presidente ainda cobrou que o mestre de cerimônias mencionasse os aliados presentes, entre eles Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Mobilização e abstenção

A campanha pretende ampliar caminhadas, atos abertos e agendas nas periferias durante os dias finais antes da votação. A avaliação dos aliados é que esse formato pode engajar eleitores já inclinados a votar em Lula e reduzir o risco de ausência entre grupos com maior propensão à abstenção, especialmente pessoas de menor renda e idosos.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que os eventos realizados no Recife, na sexta-feira, 25, e em São Paulo indicam uma campanha mais conectada ao eleitorado. Para ela, a mobilização “Ganhou tração nesta reta final”. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo, afirmou que a candidatura começou a ditar o ritmo da disputa.

A agenda de rua também serve para destacar medidas do governo. No percurso, Lula mencionou a medida provisória assinada na sexta-feira, 25, que proíbe a atividade das bets no País. Ele carregou a bandeira do Brasil e, depois, usou um papel com uma lista de programas e resultados de seu terceiro mandato para comparar sua gestão à de Jair Bolsonaro.

A campanha acompanha ainda a condição da voz do presidente. Segundo integrantes da equipe, pesquisas qualitativas indicam que uma rouquidão excessiva pode transmitir ao eleitorado uma impressão de irritação.

Ataques a Flávio Bolsonaro

No centro do bairro, quando subiu ao trio elétrico, Lula direcionou críticas a Flávio Bolsonaro (PL). O presidente associou o senador às investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e questionou as explicações sobre a relação entre os dois.

Lula também relacionou a eleição aos riscos que atribui à vitória do adversário para a democracia e a soberania nacional. Criticou a aproximação do campo bolsonarista com os Estados Unidos e tentou levar esse debate aos eleitores que ainda não definiram o voto.

A disputa aparece apertada na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 24. Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados: 47% para Lula e 45% para o senador, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A ofensiva inclui viagens pelo Sudeste e pelo Nordeste, com previsão de passagem por um Estado por dia. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os focos definidos para a região Sudeste.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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