São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Kremlin diz que novas sanções dos EUA podem dificultar acordo na Ucrânia

Dmitri Peskov afirmou que medidas aprovadas pelo Congresso americano complicariam as negociações de paz se forem promulgadas por Donald Trump.

Kremlin diz que novas sanções dos EUA podem dificultar acordo na Ucrânia

O governo de Vladimir Putin afirmou nesta quinta-feira (17) que novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia podem dificultar as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia. O pacote foi aprovado pelo Congresso americano e ainda depende da decisão do presidente Donald Trump para entrar em vigor.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou a iniciativa como uma ação hostil e disse que novas punições americanas complicariam os esforços para alcançar um acordo de paz. A Câmara aprovou o texto depois de sua aprovação pelo Senado no mês passado.

Ataques e medidas econômicas

Horas após a votação na Câmara, a Rússia realizou um bombardeio contra Kiev e outras sete regiões da Ucrânia. O ataque utilizou mísseis balísticos e de cruzeiro, além de cerca de 160 drones. Dezenas de pessoas ficaram feridas no país, incluindo 18 na capital.

A Polônia fechou dois aeroportos e mobilizou caças por causa do risco de invasão de seu espaço aéreo. Não houve invasão.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que era simbólica a coincidência entre o ataque e a aprovação da lei Lindsey Graham, batizada em homenagem ao senador republicano que defendia punições severas contra a Rússia.

O texto amplia as punições a empresas ligadas à produção e à distribuição de petróleo e gás de Moscou. A principal medida autoriza o presidente americano a impor sobretaxas de importação de até 100% a países que comprem esses produtos da Rússia.

A medida pode atingir a China, a Índia e a Turquia. O líder chinês, Xi Jinping, deve visitar Trump na próxima semana. O governo indiano advertiu que a aprovação prejudicaria as negociações comerciais em andamento entre os dois países.

O Brasil também estaria incluído na definição por causa do consumo de diesel russo. Essa possibilidade mudou depois que Putin proibiu, em julho, a exportação do derivado de petróleo devido à escassez provocada por ataques ucranianos contra refinarias russas.

Trump pode vetar o pacote. Nesse caso, a Câmara e o Senado precisariam de maioria de 2/3 para derrubar o veto, patamar que não foi alcançado na votação inicial.

Pressão política sobre Putin

O debate ocorre enquanto a Rússia se prepara para eleger uma nova legislatura da Duma, a Câmara baixa do Parlamento. A votação será realizada desta sexta-feira (19) até domingo (21).

O Rússia Unida, principal partido de apoio a Putin, tem hoje 321 das 450 cadeiras da Casa. O Iabloko, única sigla de oposição autorizada pelo sistema, foi impedido de disputar a eleição na lista de partidos por se posicionar contra a guerra. Candidatos do partido e independentes ainda poderão concorrer individualmente.

Pesquisas independentes indicam que o apoio à invasão continua alto, mas atingiu o menor nível desde o início da guerra em 2022. A falta de gasolina e os efeitos econômicos do conflito estão entre os fatores que afetam o cotidiano da população.

A popularidade de Putin permanece acima de 70%, embora tenha recuado. Na noite de quarta-feira (16), o presidente pediu que os cidadãos comparecessem às urnas e declarou que os resultados deveriam confirmar a maturidade e a resiliência da sociedade russa. A mensagem também serviu para pedir apoio ao Rússia Unida e a seus aliados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5