SÃO PAULO — O patrimônio declarado por Guilherme Derrite (PP-SP), candidato ao Senado nas eleições deste ano, aumentou de R$ 812 mil para R$ 2 milhões entre 2022 e 2026. A variação foi de 148,66%, conforme os dados apresentados à Justiça Eleitoral.
A estrutura dos bens também mudou no período. Em 2026, a maior parte do patrimônio está concentrada em imóveis, incluindo uma fração de terreno avaliada em R$ 1,16 milhão. Em 2022, o principal bem individual informado era uma participação de 50% em um imóvel, com valor declarado de R$ 454.246,15.
Investimentos financeiros
Derrite reduziu os recursos aplicados em renda fixa. O montante caiu de R$ 289.602,73 em CDB e RDB, declarados em 2022, para R$ 76.856,45 em 2026. Os recursos atuais estão distribuídos entre quatro aplicações em três bancos.
Do total de 2026, R$ 39.618,73 estão em um CDB pré-fixado do Banco Master, enquanto R$ 16.792,01 foram declarados em renda fixa simples no Banco do Brasil. Há ainda R$ 11.000,00 no Banco Pleno e R$ 9.445,71 em outro CDB do Banco Master.
Na declaração anterior, além dos investimentos em CDB e RDB, o deputado informou R$ 54 mil em fundos e COE (Certificados de Operações Estruturadas).
Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que seus bens são “lícitos”. Em nota, disse que os valores foram declarados à Justiça Eleitoral com transparência e em conformidade com a legislação.
Segundo o candidato, a evolução patrimonial resulta de rendimentos lícitos e da composição do patrimônio familiar, incluindo investimentos e a aquisição ou valorização de bens ao longo dos últimos anos.
Derrite concorre ao Senado na chapa de Tarcísio, que disputa a reeleição. Na Câmara dos Deputados, ele relatou o Projeto de Lei (PL) Antifacção.







