São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Freixo recebeu R$ 176 milhões em prêmios e transferiu R$ 940 mil à Wave

Ministério Público investiga o empresário por suspeita de lavagem de dinheiro para clientes dos setores de combustíveis e bancário.

Freixo recebeu R$ 176 milhões em prêmios e transferiu R$ 940 mil à Wave
Foto: Rovena Rosa/ABr

Antonio Carlos Freixo Jr., dono da Entre Investimentos, recebeu R$ 176 milhões em prêmios de loterias e casas de apostas entre janeiro de 2020 e junho de 2025, segundo representação do Ministério Público à Justiça. No período, ele teria sido ganhador 570 vezes.

O empresário é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro para empresários do setor de combustíveis e para o Banco Master. As movimentações financeiras também incluem uma transferência de R$ 940 mil feita por uma empresa de Freixo à Wave, companhia citada em investigações sobre desvios relacionados ao Corinthians.

Promotores do Gaeco de São Paulo afirmaram que identificaram uma estrutura financeira envolvendo prêmios e apostas. “Descortinou-se para além de atos característicos de lavagem de capitais”, escreveram na manifestação encaminhada à Justiça.

A Wave aparece na denúncia do Ministério Público de São Paulo sobre supostos desvios em um contrato entre a casa de apostas Vai de Bet e o Corinthians. De acordo com o órgão, a empresa pertence a um motoboy, embora tenha movimentado milhões de reais. Também foram identificadas transferências da companhia para um empresário de futebol mencionado na delação de Antonio Vinicius Gritzbach, morto em novembro de 2024 em frente ao Aeroporto de Guarulhos.

Investigações sobre o empresário

Conhecido como “mineiro”, Freixo admitiu ser um dos braços de Daniel Vorcaro na geração de dinheiro vivo para operações do dono do Master. A Entre Investimentos foi liquidada pelo Banco Central em março, após ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no banco. A delação do empresário inclui repasses solicitados por Vorcaro ao fundo que financiou o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto, Freixo é investigado por sua relação com negócios de Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, e Mouhamad Murad, o Primo. Os dois são donos da Copape e da Aster, distribuidoras de combustíveis suspeitas de terem ampliado suas atividades em um esquema bilionário de sonegação.

As buscas desta quinta-feira (24) foram solicitadas pelo Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, e autorizadas pelo juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2.ª Vara Criminal de Catanduva. As medidas alcançaram endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

A ação usa provas da primeira fase da Operação Carbono Oculto, incluindo contratos, documentos, mensagens e áudios apreendidos em celulares e computadores dos investigados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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