BRASÍLIA — O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, acusou o PT de alimentar a polarização política e de estimular uma disputa entre católicos e evangélicos. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 28, em entrevista ao SantoFlow Podcast.
A fala ocorreu após a repercussão de uma informação falsa segundo a qual o senador pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Evangélico, Flávio voltou a negar essa intenção e classificou a controvérsia como resultado de uma “narrativa mentirosa”.
“Tudo que não precisamos neste momento é de um País mais dividido ainda, como o PT faz”, afirmou. Na sequência, disse que o partido teria colocado católicos contra evangélicos. Flávio também citou a relação de sua família com as duas vertentes do cristianismo.
Relação com o eleitorado religioso
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, declara-se católico, embora tenha mantido aproximação com lideranças e eleitores evangélicos. Em maio de 2016, quando era deputado federal, foi batizado no rio Jordão, em Israel, pelo pastor Everaldo, então presidente do PSC. Depois da cerimônia, continuou a se identificar publicamente como católico.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, é evangélica, enquanto Flávio frequenta a Igreja Batista. Em janeiro deste ano, o senador foi batizado pela segunda vez no rio Jordão, durante uma viagem a Israel.
Na campanha presidencial, Flávio tem afirmado que seu perfil oferece uma abordagem diferente para o momento político e atribuído ao PT a responsabilidade pela divisão no País. Ao mesmo tempo, apresenta sua candidatura como continuidade do legado de Jair Bolsonaro e reivindica a herança política do pai.
“Olham para mim enxergando o legado de Jair Bolsonaro com outra postura”, disse. O senador também afirmou que não gosta de “briga” e que sua maneira de atuar seria adequada ao atual momento do País.







