São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Federação pede ao STF acesso a inquéritos sobre ACM Neto no caso Master

PT, PCdoB e PV alegam tratamento desigual nas investigações e solicitam ao STF a retirada do sigilo dos autos.

Federação pede ao STF acesso a inquéritos sobre ACM Neto no caso Master
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acesso às investigações que envolvem ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, no âmbito da Operação Compliance Zero, relacionada a irregularidades no Banco Master.

O pedido inclui o levantamento do sigilo dos inquéritos 5.050 e 5.070, além de petições vinculadas aos casos. A federação também quer que o Ministério Público Federal (MPF) seja intimado a se manifestar em 24 horas. A iniciativa foi apresentada pelo representante legal da entidade, Tássio de Santos Brito, e pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), candidato à reeleição.

Na petição, os partidos afirmam haver diferença entre o tratamento dado às apurações sobre ACM Neto e às que envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA), também candidato à reeleição. O documento diz que decisões, buscas, bloqueios patrimoniais e outros elementos da investigação sobre Wagner foram divulgados, enquanto os procedimentos relativos ao candidato do União Brasil permanecem sob sigilo. Para a federação, essa distinção pode afetar a disputa eleitoral na Bahia ao tornar públicas informações sobre um grupo político e preservar as relacionadas a adversários.

Os autores sustentam que Mendonça reconheceu a existência de investigações sobre Neto e Rueda ao afirmar que a divulgação de um relatório de inteligência da Polícia Federal pelo ministro Alexandre de Moraes teria impedido possíveis diligências. Na avaliação apresentada ao STF, esse argumento retiraria a justificativa de manter os autos sob sigilo para proteger medidas investigativas. “O que se observa no caso em exame é a aplicação seletiva e discriminatória do sigilo”, afirma a petição.

O documento cita um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), segundo o qual uma empresa ligada a ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag em 52 transferências entre junho de 2023 e maio de 2024.

Também é mencionada uma proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, rejeitada posteriormente pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. No relato, o banqueiro atribuiu a Neto e Rueda o recebimento de comissões de 10% sobre aportes de fundos de previdência no Banco Master, com valores que poderiam alcançar R$ 200 milhões.

ACM Neto nega irregularidades e classificou as acusações de Vorcaro como “fantasiosas e mentirosas”. Ele também informou ter se colocado formalmente à disposição do STF para prestar esclarecimentos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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