São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Documento apreendido pela PF relata três supostas abordagens a produtora de Dark Horse

Registro deixado na casa de Karina Gama menciona pressão por delação contra Flávio Bolsonaro, mas foi avaliado com ressalvas pelos investigadores.

Documento apreendido pela PF relata três supostas abordagens a produtora de Dark Horse
Foto: Reprodução/Youtube

Um registro encontrado pela Polícia Federal na residência de Karina Gama descreve três episódios em que a produtora teria sido aconselhada ou pressionada a fazer uma delação premiada contra Flávio Bolsonaro. O documento foi localizado durante a operação deflagrada nesta quinta-feira, 10, e, segundo os investigadores, pode ter sido deixado no imóvel previamente para o caso de uma busca e apreensão.

A perícia avaliou o material com ressalvas. Não foram apresentadas provas que corroborassem os relatos, e os investigadores identificaram sinais de que o documento teria sido preparado antes de ser deixado na residência.

Relatos registrados

Em um dos episódios, Karina Gama teria sido procurada pelo empresário Fernando Sarney, filho de José Sarney. Segundo o documento, ele teria afirmado ter proximidade com o ministro Flávio Dino e oferecido ajuda para intermediar uma delação premiada.

Fernando Sarney negou ter conhecido Karina ou conversado com ela sobre o filme. “Não conheço a sra. Karina Gama e jamais mantive contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre suposta delação premiada envolvendo a produção audiovisual ‘Dark Horse’”, afirmou em nota. Ele também rejeitou ter se apresentado como alguém próximo de Flávio Dino.

Outro contato descrito no registro teria sido feito por um pastor evangélico ligado à esquerda. De acordo com o relato, essa pessoa teria mencionado conversas com indivíduos ligados a autoridades e transmitido a possibilidade de uma delação como forma de evitar uma possível complicação e uma operação policial.

Investigação sobre recursos

A operação da Polícia Federal foi autorizada por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, e investiga suspeitas de desvios de recursos públicos enviados a um instituto comandado por Karina Gama. A entidade recebeu emendas parlamentares e firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo.

Karina Gama também é dona da produtora responsável por Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma das hipóteses investigadas é que recursos públicos destinados ao instituto tenham sido direcionados à produtora e usados para financiar a obra.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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