BRASÍLIA — A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar parte do sigilo das investigações do caso Master e prepara inserções de rádio e televisão sobre a investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
A revelação de que Flávio se tornou formalmente investigado no STF passou a ser tratada por integrantes da campanha petista como o principal foco político do caso. A estratégia prevê usar o conteúdo para tentar desgastar o senador, que é apontado como principal rival de Lula na corrida presidencial. Flávio rejeita qualquer irregularidade.
A decisão de tornar públicos trechos da investigação foi tomada pelo ministro André Mendonça. A apuração que envolve Flávio, porém, continua sob sigilo. Mendonça manteve restritos os trechos considerados sensíveis para investigações em andamento, após pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Inserções devem ser preparadas para a televisão
O próximo programa de Lula no horário eleitoral gratuito, neste sábado, 12, não tratará do caso. O conteúdo já foi enviado à Justiça Eleitoral. A campanha trabalha para produzir inserções sobre o tema e encaminhá-las para veiculação ao longo da programação das emissoras.
Os programas do horário eleitoral são transmitidos de segunda-feira a sábado às 13h e às 20h, na televisão, e às 7h e às 12h, no rádio. Às terças, quintas e sábados, o espaço é destinado aos candidatos a presidente e a deputado federal.
As inserções são exibidas durante a programação comum, em formatos de 30 a 60 segundos. Na televisão, são vídeos; no rádio, áudios produzidos pelas campanhas.
Petistas esperam acesso a mais trechos
Integrantes da campanha de Lula defendem que todo o sigilo da investigação seja suspenso. O PT apresentou pedidos a André Mendonça e ao ministro Flávio Dino para a divulgação das informações.
Lula passou a defender publicamente a abertura dos dados nesta semana, associando a medida à tentativa de superar a crise institucional envolvendo o STF. O presidente também afirmou que Fachin agiu corretamente, mas precisa fazer mais para “pôr ordem na casa”.







