São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Caiado propõe classificar facções como terroristas e limitar gastos públicos

Candidato do PSD também defendeu Selic a 7%, corte de emendas impositivas e redução de repasses a Poderes e órgãos independentes.

Caiado: “Brasil tem estrutura para combater e libertar população do narcotráfico”

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse que, se eleito, encaminhará uma proposta para classificar facções criminosas como terroristas. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa neste domingo, na Avenida Paulista.

Caiado afirmou que a decisão sobre o enquadramento das facções deve ser tomada pelo Brasil. “A decisão brasileira não depende de decisão de europeu e nem de americano. Ela é uma decisão nossa”, declarou, ao ser questionado sobre sua posição em relação à decisão do governo americano de enquadrar facções brasileiras no quadro de terrorismo.

O candidato também disse que o país tem estrutura para combater o narcotráfico e libertar a população brasileira. Em seguida, criticou o governo do PT, ao afirmar que o presidente não pode ser conivente com o narcotráfico.

Na área econômica, Caiado voltou a defender uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar os gastos do governo a até 50% do crescimento do PIB. Ele afirmou ainda que, em um eventual governo, a taxa Selic chegaria a 7%.

Segundo o candidato, o Banco Central ajusta os juros conforme os gastos do governo. Entre as medidas que classificou como austeras, citou o corte de 100% das emendas impositivas, a revisão de incentivos fiscais, auditorias com plataformas de inteligência artificial sobre a distribuição de programas de governo e a redução em 25% dos repasses a todos os Poderes e órgãos independentes.

Caiado defendeu também um processo austero para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a criação de um órgão que reuniria a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e a inteligência da Polícia Federal. O objetivo, segundo ele, seria combater a corrupção.

Questionado sobre um possível aumento do tempo de contribuição da Previdência, o candidato disse que o equilíbrio fiscal não entra em conflito com projetos sociais. “O primeiro a ser penalizado não pode ser o trabalhador e nem o aposentado”, afirmou.

O ato de campanha teve a participação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Caiado, além de Mara Gabrilli, Aline Torres e Silvia Abravanel. Durante a agenda, Caiado falou com apoiadores no Conjunto Nacional, comprou um tênis na Galeria Magalu e gravou um vídeo para Luiza Trajano.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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