São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Caiado promete cortar despesas sem mexer em programas sociais e na Previdência

Candidato do PSD defendeu limite para gastos, revisão de incentivos fiscais e juros próximos de 7% ao ano.

Em agenda na Paulista, Caiado diz que dá para cortar gastos sem reduzir projetos sociais

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirmou neste domingo (20) que pretende conter os gastos do governo federal sem reduzir programas sociais ou alterar as regras da Previdência. Ele também disse que seu plano poderia levar a taxa básica de juros para perto de 7% ao ano.

Em caminhada pela Avenida Paulista, Caiado esteve ao lado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, e da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Após o percurso, o candidato afirmou que o ajuste fiscal não deve atingir aposentados e beneficiários de programas sociais. “equilíbrio fiscal não briga com projetos sociais”, disse.

Propostas para as contas públicas

Caiado citou sua gestão em Goiás como referência. Segundo ele, o estado recuperou as contas e obteve nota B+ na Capag, avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade de pagamento dos entes, enquanto ampliou investimentos destinados à população mais pobre.

A principal medida econômica apresentada pelo candidato é uma proposta de emenda à Constituição, válida por 24 meses, para limitar o crescimento dos gastos do governo a no máximo 50% do crescimento do PIB. Com autorização do Congresso, ele afirma que cortaria 100% das emendas parlamentares impositivas, revisaria os incentivos fiscais concedidos no país e faria uma auditoria dos repasses de programas federais com ferramentas de inteligência artificial.

A proposta também prevê corte de 25% sobre todos os Poderes e órgãos ligados ao governo federal. Na área de segurança, Caiado quer criar no Ministério da Segurança Pública uma estrutura de combate à corrupção, com cruzamento de dados da CVM, do Coaf, da Receita Federal e da inteligência da Polícia Federal.

Juros e Previdência

Pelas estimativas do candidato, a execução do plano levaria os juros a cerca de 7% e a inflação para entre 3,5% e 4%. Na última quarta-feira (16), o Copom do Banco Central havia reduzido a Selic de 14% para 13,75% ao ano.

Caiado afirmou que o Banco Central reage à política fiscal e atribuiu os juros elevados a um governo que gasta mais do que pode. Mudanças na idade ou no tempo de contribuição para aposentadoria não estão entre as medidas imediatas defendidas por ele. Segundo o candidato, uma reforma teria efeitos apenas em cerca de dez anos, enquanto o país precisaria de ações emergenciais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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