São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Projeção Equal Earth amplia a África e reacende debate sobre mapas

Representação reduz distorções do mapa de Mercator, enquanto resolução apresentada pelo Togo na ONU propõe mudar o padrão usado por décadas.

Projeção Equal Earth amplia a África e reacende debate sobre mapas

A projeção Equal Earth reacendeu o debate sobre como os mapas representam o tamanho dos territórios. Em comparação com o modelo de Mercator, ela mostra a África em uma proporção mais próxima de sua área real e reduz o aumento visual aplicado às regiões próximas aos polos.

A discussão ganhou força após o Togo apresentar na ONU uma resolução para eliminar gradualmente o uso da projeção tradicional e adotar uma representação mais fiel à escala dos territórios. A decisão não obriga os países a trocar seus mapas. Os Estados Unidos foram o único país a vetar a resolução, enquanto seis países se abstiveram.

O efeito da projeção de Mercator

O mapa de Mercator amplia visualmente as áreas próximas aos polos e reduz, proporcionalmente, as regiões próximas ao Equador. Com isso, a África aparece menor, enquanto a América do Norte e a Eurásia ocupam uma área visual maior do que a correspondente ao tamanho real.

Na projeção Equal Earth, a África ocupa quase o dobro da proporção de área terrestre exibida no mapa tradicional. A diferença também é perceptível na representação da Groenlândia: em Mercator, a ilha parece ter tamanho semelhante ao da África, embora seja 14 vezes menor.

O correspondente Eromo Egbejule afirmou que a mudança deve ser tratada como uma questão científica, e não como uma imposição ideológica: “Esta é uma discussão científica. Não é uma imposição.”

A representação da Groenlândia também foi associada ao interesse de Donald Trump pelo território. Trump chegou a descrevê-la como “massiva”, em uma referência compatível com o tamanho exagerado atribuído à ilha pelo mapa de Mercator.

Percepção e significado

Para Egbejule, a iniciativa pode criar um precedente para questionar interpretações históricas e culturais estabelecidas. O debate foi relacionado a outra resolução da ONU sobre o tráfico transatlântico de escravizados, também apresentada por um país africano.

A Africa No Filter, organização que participa da campanha pela mudança dos mapas, resumiu a discussão com a pergunta: “Se erramos algo tão básico quanto o tamanho da África durante tanto tempo, o que mais sobre a África simplesmente aceitamos sem questionar?”

A alteração da projeção não muda o território. Muda a forma como ele é representado e a referência visual usada por várias gerações para formar uma imagem do mundo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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