São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Médico ruandês é formalmente acusado no Reino Unido por genocídio de 1994

Vincent Brown foi detido em Londres e responderá por cumplicidade em genocídio e auxílio a crimes contra a humanidade.

Médico ruandês é formalmente acusado no Reino Unido por genocídio de 1994

O médico ruandês Vincent Brown, de 65 anos, foi detido em Londres nesta segunda-feira, 21, e se tornou a primeira pessoa formalmente denunciada no Reino Unido por envolvimento no genocídio de Ruanda. Antes chamado Vincent Bajinya, ele deve comparecer nesta terça-feira ao Tribunal de Magistrados de Westminster.

Brown responde por cumplicidade em genocídio e por seis acusações de auxílio a crimes contra a humanidade cometidos durante o massacre étnico de 1994. O episódio matou cerca de 800 mil pessoas em cem dias, segundo as informações do caso.

Investigação e extradição

As acusações resultam de uma investigação iniciada em 2019 pelo Ministério Público britânico. As autoridades do Reino Unido optaram por conduzir o processo no país, em vez de extraditar o suspeito para Ruanda.

Frank Ferguson, responsável pela divisão de antiterrorismo do Ministério Público britânico, afirmou que “as acusações estão relacionadas a alegações de que Brown participou do genocídio contra os tutsis em Ruanda em 1994”. O médico também é acusado de dirigir e incitar assassinatos cometidos por terceiros.

Natural de Kigali, Brown vive em Londres. Ele chegou ao país como solicitante de asilo em 1998 e mudou de nome ao obter a cidadania britânica em 2004. Foi preso pela primeira vez em 2006. Os pedidos de extradição para Ruanda foram rejeitados definitivamente pela Justiça britânica em 2017, depois de o governo ruandês solicitar que o Reino Unido realizasse sua própria investigação.

A acusação se baseia em leis britânicas que permitem processar crimes internacionais, incluindo genocídio e crimes contra a humanidade, mesmo quando cometidos fora do país. A polícia britânica informou que mantém investigações sobre outros suspeitos. Helen Flanagan, chefe da unidade de contraterrorismo da corporação, disse: “Este caso demonstra que o Reino Unido não é um refúgio seguro para indivíduos suspeitos de cometer crimes internacionais”.

O genocídio começou em abril de 1994, após a queda do avião do então presidente Juvenal Habyarimana, hutu. O episódio desencadeou uma campanha de extermínio contra tutsis e hutus moderados, conduzida por lideranças extremistas hutus.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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