São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Materiais orgânicos preservados revelam como cassitas reforçaram zigurate

Esteiras de junco e cordas torcidas permaneceram dentro do zigurate de Dur-Kurigalzu por cerca de três milênios.

Materiais orgânicos preservados revelam como cassitas reforçaram zigurate

Esteiras de junco e cordas torcidas permaneceram incorporadas ao zigurate de Dur-Kurigalzu, perto de Bagdá, por cerca de três milênios. Os vestígios mostram como os construtores cassitas reforçaram internamente uma estrutura religiosa erguida com tijolos de barro.

A preservação foi favorecida pelas condições ambientais da região, incluindo a baixa umidade, que retarda a decomposição de materiais orgânicos. A sobrevivência desses elementos dentro de uma construção de tijolos de barro é incomum no registro arqueológico, já que vestígios vegetais normalmente se degradam em períodos muito menores.

Reforço interno da construção

As esteiras de junco eram colocadas entre camadas de tijolos de barro. A função desse material era ajudar a distribuir as tensões na massa de barro e reduzir o risco de rachaduras ou deslocamentos durante o assentamento e a secagem da estrutura.

Cordas torcidas também eram incorporadas ao interior do zigurate. Elas complementavam as esteiras e formavam, junto com o material vegetal, um sistema de reforço distribuído dentro das camadas de tijolo.

A combinação dos dois elementos indica o uso deliberado de materiais orgânicos para aumentar a resistência interna da construção e ajudar o monumento a suportar o próprio peso ao longo do tempo. A evidência preservada permite observar aspectos da técnica construtiva que não seriam identificados apenas pela forma externa do edifício.

Monumento de grande escala

Segundo a lista indicativa da UNESCO, Dur-Kurigalzu era uma capital cassita fundada perto de Bagdá. Seu zigurate alcançava cerca de 50 metros de altura e foi construído predominantemente com tijolos de barro, material amplamente usado na construção mesopotâmica do período.

A altura do monumento exigia soluções para lidar com o peso acumulado das camadas sobrepostas, especialmente na base e nas partes inferiores. A incorporação de esteiras e cordas entre os tijolos fazia parte dessa estratégia de estabilidade.

Os materiais preservados complementam o conhecimento sobre a engenharia mesopotâmica e fornecem evidências diretas das soluções adotadas pelos construtores cassitas em Dur-Kurigalzu.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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