São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lavrov critica ações dos EUA e acusa Europa de dificultar paz na Ucrânia

Em discurso na ONU, chanceler russo condenou operações na Venezuela e no Irã e defendeu posições de Moscou sobre a guerra na Ucrânia.

Lavrov critica ações dos EUA e acusa Europa de dificultar paz na Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, criticou os Estados Unidos por ações militares na Venezuela e no Irã durante discurso na Assembleia Geral da ONU, realizado no dia 26. Na mesma fala, acusou países europeus de dificultarem as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia.

Lavrov afirmou que Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e estão presos nos Estados Unidos sem julgamento. Maduro tem advogado e deverá começar a ser julgado em junho de 2027. Segundo as acusações americanas, ele facilitou o tráfico de drogas, entre outros crimes. O chanceler russo pediu a libertação imediata do ex-presidente venezuelano.

Sobre o Irã, Lavrov condenou o uso da força que matou Ali Khamenei e integrantes de sua família. Também afirmou que uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos atingiu estruturas civis iranianas, incluindo instalações nucleares. O ministro disse ainda que a Rússia está disposta a cooperar para estabilizar o estreito de Hormuz, bloqueado por Teerã desde o início da guerra lançada por Donald Trump e Binyamin Netanyahu.

Posições sobre a guerra

Ao tratar do conflito ucraniano, Lavrov acusou os aliados de Kiev de adotar ações irresponsáveis ao fornecer armas usadas contra a Rússia. Para ele, os Estados Unidos teriam destruído a segurança europeia e criado um regime russofóbico em Kiev, enquanto a Europa sabotaria conversas de paz de interesse do governo Trump.

O chanceler também defendeu a invasão russa como uma operação destinada a proteger pessoas nas regiões anexadas e disse que Moscou continuará lutando até concluir seus objetivos. As exigências russas incluem o reconhecimento da anexação da Crimeia e de quatro províncias ucranianas, parte das quais ainda está sob controle de Kiev.

Lavrov afirmou que países do sul e do leste global assumem sua própria segurança e citou os parceiros da Rússia no Brics e na Organização de Cooperação de Xangai como prova de apoio a Moscou.

Após o discurso, o chanceler se reuniu por 20 minutos com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul. Foi o primeiro encontro ministerial entre os dois países desde a invasão da Ucrânia. Segundo o Kremlin, a iniciativa partiu da Alemanha. O episódio de um drone com explosivos encontrado no aeroporto de Leipzig, em agosto, também foi abordado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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