DAKOTA DO SUL — A Jewel Cave se desenvolveu por meio da circulação lenta e difusa de água ácida pelo calcário, e não pela ação de rios subterrâneos. O processo dissolveu gradualmente a rocha e ampliou fissuras em várias direções, formando uma rede tridimensional de passagens.
O calcário que compõe a caverna tem origem anterior à própria formação do sistema subterrâneo. De acordo com o National Park Service, a rocha surgiu de sedimentos depositados em um mar raso que cobria a região há cerca de 350 milhões de anos. Com o tempo, as camadas de material se consolidaram e deram origem ao calcário que mais tarde seria submetido à ação da água ácida.
Uma formação diferente da erosão por rios
Em cavernas escavadas por rios subterrâneos, a água tende a se concentrar e a abrir canais seguindo um percurso mais definido. Na Jewel Cave, a circulação ocorreu de maneira mais dispersa pelo interior da rocha. Essa característica permitiu que pequenas fissuras fossem ampliadas simultaneamente em diferentes sentidos.
A água ácida dissolvia o calcário pouco a pouco. Como o processo se manteve por um período geológico extenso, as aberturas foram se expandindo até formar a rede de passagens que caracteriza a caverna. O mecanismo também explica por que o sistema não apresenta apenas um padrão linear, típico de canais associados ao fluxo concentrado de água.
A história da Jewel Cave reúne, portanto, dois processos separados no tempo: primeiro, a deposição de sedimentos em um mar raso e a consolidação do calcário; depois, a dissolução progressiva da rocha pela água ácida. O intervalo entre essas etapas permitiu o desenvolvimento de uma rede subterrânea extensa, resultado da ação gradual da água ao longo de eras geológicas.







