MILWAUKEE — Os Estados Unidos defenderam uma resposta coordenada ao excesso de capacidade industrial, com foco inicial no setor siderúrgico. A proposta foi apresentada por Jamieson Greer, representante comercial de Washington, durante a reunião do G20 realizada no estado de Wisconsin.
Ao fim de um encontro do Fórum Global sobre o Excesso de Capacidade do Aço, Greer disse que os países participantes concordaram com diretrizes para enfrentar a superprodução persistente. O grupo reúne 28 membros, entre eles a União Europeia, a Austrália, o Japão e a Coreia do Sul. A China não participa do fórum.
O entendimento prevê a redução ou eliminação de subsídios que distorcem o mercado e o reforço do compartilhamento de informações. O objetivo é identificar padrões suspeitos no comércio de aço. Greer afirmou que cada país poderá definir suas próprias medidas, mas defendeu a coordenação entre os governos.
A crítica à produção excedente é frequentemente direcionada à China, acusada de fabricar mais aço do que consome e aumentar a oferta nos mercados. Pequim rejeita essas acusações. Li Chenggang, representante chinês de comércio internacional, afirmou que o tema ainda não havia sido discutido em profundidade pelos membros do G20.
Agenda sob pressão comercial
Os ministros do Comércio do G20 tinham conversas previstas para a tarde. As tarifas globais promovidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porém, pressionam a agenda e levaram os países a buscar cooperação à margem da maior economia do mundo.
As discussões ocorrem durante a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, novas rodadas de tarifas americanas e investigações de Trump sobre o excesso de capacidade industrial nos países do grupo. Analistas projetam poucos avanços enquanto persistirem os conflitos comerciais.
A reunião em Milwaukee ocorre depois do encontro dos ministros das Finanças em Asheville, que preparou a cúpula de líderes prevista para dezembro, em Miami. Também estão em discussão medidas para eliminar o trabalho forçado nas cadeias de suprimentos e impedir o uso de alimentos como instrumento de pressão.
O G20 reúne 19 países, além da União Europeia e da União Africana, representadas como blocos.







