Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Decreto russo sobre registro de animais leva donos a filas com galinhas

Regra para aves, camelos e renas provocou confusão até as autoridades explicarem que os animais não precisavam ser levados aos serviços públicos.

Decreto russo sobre registro de animais leva donos a filas com galinhas

Um decreto do governo russo que determina o registro de aves domésticas, camelos, renas e outros animais provocou confusão administrativa e virou motivo de ironia nas redes sociais. Donos de galinhas chegaram a centros de atendimento ao cidadão carregando as aves, até que as autoridades esclarecessem que elas não precisavam ser levadas para o procedimento.

Vídeos publicados nas redes russas mostram galinhas debaixo do braço, em filas, diante de guichês e recebendo senhas. Alguns moradores chegaram a enfeitar os animais. A situação foi comparada à sátira de Nikolai Gogol sobre a burocracia russa. Usuários também fizeram piadas sobre a necessidade de certidões de óbito para galinhas e sobre eventuais subsídios de maternidade para pintinhos.

Os centros multifuncionais da Cabárdia-Balcária, responsáveis por serviços como emissão de passaportes e registro de propriedades, anunciaram na manhã de quarta-feira que deixariam de registrar animais. A orientação foi para que os proprietários procurassem primeiro a autoridade veterinária regional.

O Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia informou depois que os animais não precisam ser levados a nenhum local. Um técnico veterinário vai até a propriedade, conta os animais e atribui um número de identificação.

Quem precisa fazer o registro

A partir de 1 de setembro deste ano, agricultores com mais de 10 aves domésticas terão de registrá-las. A regra inclui galinhas, patos, gansos, perus, pintadas, codornizes e avestruzes. Explorações menores terão prazo até 1 de setembro de 2029. Camelos e renas devem ser registrados imediatamente.

Os dados serão incluídos na base federal Horriot, com informações sobre espécie, raça, cor, sexo, finalidade e proprietário. Os recintos também precisarão ser identificados. No caso das aves, o número será atribuído ao grupo, e não individualmente a cada animal.

O descumprimento pode gerar multas de até mil rublos (10€) para pessoas físicas e de até 20.000 rublos (200€) para empresas, que ainda podem ter as atividades suspensas por 60 dias.

As autoridades afirmam que o registro servirá para acompanhar e controlar surtos de doenças infecciosas em animais e verificar a origem de produtos agrícolas destinados à cadeia alimentar. A falta de explicações claras sobre a aplicação da medida antes de sua entrada em vigor contribuiu para a confusão.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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