A reunião de dois dias dos líderes do BRICS deverá concentrar-se nas guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, além de temas como petróleo e comércio mundial. O encontro reúne uma organização formada por 11 países e ocorre em meio a conflitos globais e desafios econômicos.
O presidente russo, Vladimir Putin, chegou nesta sexta-feira a Nova Délhi, onde foi recebido pelo ministro indiano dos Negócios Estrangeiros, Kirti Vardhan Singh, e por uma comitiva de boas-vindas. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, prevê conversar com Putin ainda nesta sexta-feira.
Participação de China e Irã
O presidente chinês, Xi Jinping, deverá participar da cúpula entre sábado e domingo. Será a primeira visita de Xi à Índia desde 2019. Modi afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que espera debates sobre diferentes temas voltados ao bem-estar global.
Também está prevista para sexta-feira a chegada do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A participação ocorre enquanto continua a guerra envolvendo o Irã.
Harsh V. Pant, da Observer Research Foundation da Índia, avaliou que o conflito no Golfo deverá ser o principal ponto de tensão da cúpula. Para ele, a expansão do BRICS, considerada uma conquista até o ano passado, passou a representar uma limitação para o grupo.
Composição do bloco
O BRICS se apresenta como um fórum de 11 mercados emergentes e países em desenvolvimento: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.
A primeira cúpula foi realizada em 2009, em Ecaterimburgo, na Rússia. Desde então, o grupo foi ampliado e passou a incluir 10 países parceiros: Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.







