Um grupo de 31 parlamentares dos Estados Unidos pediu ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que o governo de Donald Trump respeite o processo eleitoral brasileiro e reconheça o resultado das urnas, independentemente do candidato vencedor.
A carta, assinada por 30 deputados e um senador, afirma que a administração Trump estaria pressionando instituições brasileiras e ameaçando a parceria estratégica entre os dois países. O documento também critica o uso de tarifas e sanções associado ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e questiona os critérios legais e probatórios usados para aplicar a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
“As ações do governo Trump constituíram uma violação extraordinária da soberania nacional do Brasil e uma tentativa flagrante de pressionar as autoridades brasileiras em relação a um processo judicial em andamento”, diz a carta.
Os congressistas também contestam a decisão da Casa Branca de classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo o grupo, a medida ocorreu após uma reunião de Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e ignorou propostas de cooperação bilateral apresentadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A carta questiona ainda os fundamentos usados na designação.
Pedido de investigação
O Partido dos Trabalhadores pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito sobre indícios de participação estrangeira nas eleições de outubro, com foco em Flávio Bolsonaro. A solicitação foi incluída em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que está sob relatoria de um ministro do tribunal.
O PT quer que a apuração identifique a origem de recursos enviados do exterior que possam beneficiar uma candidatura específica. Entre os episódios citados está a atuação da Rockbridge Network, entidade americana criada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance.
A referência se baseia em declarações de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão. Ele mencionou uma suposta operação sigilosa de financiamento relacionada a interesses no setor de terras raras no Brasil.
O pedido também cita a cessão de material do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento à Academia da Direita, ligada ao PL, além de anúncios pagos no exterior em contas do X favoráveis ao candidato bolsonarista. O partido já havia pedido anteriormente uma investigação específica sobre a Rockbridge Network.







