A 99 Cents Only Stores encerrou sua operação após entrar em Chapter 11 em abril de 2024. O processo envolveu 371 lojas e 10.874 trabalhadores, além da venda de ativos e da liquidação dos estoques.
Fundada em 1982, a rede construiu sua atuação no varejo de desconto com produtos de baixo preço para o consumo cotidiano. Ao longo de 42 anos, expandiu sua presença mantendo uma proposta baseada em grande volume de vendas e margens reduzidas.
O pedido de falência não foi apresentado como uma tentativa de preservar parte da rede. A decisão envolvia o fechamento de todas as unidades, e não apenas de lojas consideradas menos rentáveis. A companhia recorreu à proteção judicial para organizar a venda das mercadorias, dos ativos restantes e o encerramento das atividades.
O papel do Chapter 11
O Chapter 11 é um procedimento previsto na legislação de falências dos Estados Unidos. Ele permite a reorganização de empresas, mas também pode ser usado para conduzir uma liquidação supervisionada pelo tribunal.
No caso da 99 Cents Only Stores, a proteção judicial serviu para estruturar o fechamento da operação física. O objetivo não era manter as 371 lojas funcionando no longo prazo, mas realizar as vendas de liquidação e buscar valor para os ativos remanescentes.
A rede chegou ao processo depois de anos de dificuldades. O aumento dos custos operacionais pressionou um modelo com margens estreitas, enquanto a elevação dos preços cobrados dos consumidores poderia reduzir o fluxo de clientes. Diante desse cenário, a direção optou por preservar o valor que ainda restava e organizar a saída do mercado.
Impacto sobre os trabalhadores
Os 10.874 empregados incluíam profissionais das lojas, da estrutura corporativa e da distribuição. Por isso, o encerramento alcançou não apenas os pontos de venda, mas toda a estrutura ligada à operação.
Em uma recuperação tradicional, uma empresa pode fechar unidades específicas e tentar continuar com uma rede menor. A 99 Cents Only Stores seguiu outro caminho: determinou a liquidação de todas as lojas, a venda de mercadorias e o encerramento do negócio.
A decisão concluiu uma operação iniciada em 1982 e que, durante 42 anos, sustentou milhares de postos de trabalho no varejo de baixo custo.







