São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Vorcaro vincula doações a Bolsonaro e Tarcísio a acordo sobre Credcesta

Proposta de delação rejeitada relata pagamentos eleitorais e valores em espécie ligados à permanência do cartão no governo paulista.

Doações de R$ 5 milhões para campanhas de Tarcísio e Bolsonaro foram propina negociada com Kassab, diz Vorcaro

Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que os R$ 5 milhões doados em 2022 às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram parte de um esquema de propina relacionado à permanência do Credcesta no governo de São Paulo. O banqueiro está preso por fraude bancária.

As doações foram feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo o relato, os repasses integravam uma negociação com Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Tarcísio, para manter o cartão de crédito consignado operado por uma empresa ligada ao Banco Master.

Do montante, R$ 3 milhões foram destinados à campanha de reeleição de Bolsonaro, enquanto R$ 2 milhões foram para a candidatura de Tarcísio ao governo paulista. Vorcaro classificou os valores como contrapartidas financeiras de um ajuste indevido atribuído a Kassab.

As três versões apresentadas pelo banqueiro foram recusadas por falta de informação inédita. Em todas, aparece o relato sobre pagamentos ligados a políticos bolsonaristas. A proposta também menciona um acordo que previa a transferência de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo e recursos para campanhas de partidos associados ao grupo político de Kassab.

Vorcaro relatou ainda a previsão de aproximadamente R$ 10 milhões em dinheiro vivo para campanhas do PSD. De acordo com a versão apresentada, os valores seriam entregues por Thiago Botelho, conhecido como Papel. O banqueiro disse que Zettel aceitou fazer os repasses por ter afinidade ideológica com os candidatos e usar recursos de negócios mantidos com ele.

O Credcesta é administrado pela PKL One Participações, empresa associada ao Master. O produto começou a operar em São Paulo em 2022 e, segundo Vorcaro, permaneceu ligado ao governo paulista por mais de um ano após o cumprimento das contrapartidas previstas.

Tarcísio afirmou que nunca teve contato ou relação com Vorcaro e negou conhecimento dos fatos. Kassab chamou o relato de “absolutamente fantasioso” e disse: “Não participei ou recebi nenhuma doação.”

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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