Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Economia

Leilão do pré-sal pode gerar R$ 22,4 bilhões para meta fiscal de 2027

Receita prevista supera o superávit primário projetado pelo governo e depende da venda de petróleo futuro da União.

Leilão do pré-sal pode gerar R$ 22,4 bilhões para meta fiscal de 2027

O governo prevê arrecadar R$ 22,4 bilhões com um leilão extraordinário do pré-sal em 2027. A estimativa está em um anexo do projeto de lei orçamentária enviado ao Congresso e é considerada decisiva para o cumprimento da meta fiscal do próximo ano.

A proposta prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB. Se o resultado for confirmado, será o primeiro superávit primário desde 2022. A receita esperada com o leilão supera o próprio saldo positivo projetado para as contas públicas.

Uma fonte da equipe econômica confirmou a expectativa de entrada dos recursos. Outra pessoa familiarizada com o assunto afirmou que a operação envolverá a venda de uma previsão futura do petróleo pertencente à União.

Ministros da área econômica têm dito que Luiz Inácio Lula da Silva deixará ao próximo governo, independentemente do vencedor da eleição, um Orçamento equilibrado e sem necessidade de aprovação de medidas adicionais pelo Congresso.

A previsão para 2027 ocorre após o abandono de uma operação semelhante neste ano. O governo havia calculado arrecadar R$ 31 bilhões com um novo leilão extraordinário do pré-sal, autorizado por uma lei aprovada em 2025. A norma permitiu à União alienar direitos e obrigações decorrentes de Acordos de Individualização da Produção em áreas do pré-sal.

Em maio, porém, a estimativa foi retirada depois que o governo desistiu de realizar o leilão. Na ocasião, a administração federal informou que o modelo usado no ano anterior para vender direitos da União havia sido questionado pelo Tribunal de Contas da União. A receita seria excluída “até que o modelo de alienação do óleo esteja devidamente implementado”.

Integrantes da equipe econômica também afirmam que o superávit de 2022 foi afetado pelo adiamento do pagamento de parte dos precatórios. A medida ocorreu após uma emenda constitucional aprovada durante o governo de Jair Bolsonaro estabelecer limites para o desembolso dessas despesas judiciais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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