São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

IPCA acumula 17,9% no terceiro mandato de Lula até agosto de 2026

Inflação acumulada antes da eleição presidencial supera o menor resultado anterior, registrado no segundo mandato do petista.

IPCA acumula 17,9% no terceiro mandato de Lula até agosto de 2026

O IPCA acumulou 17,9% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, menor variação para um mandato presidencial até agosto do quarto ano desde o início do Plano Real. A moeda começou a circular em julho de 1994, e a comparação considera o índice acumulado até agosto de cada governo.

O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 será realizado em 4 de outubro. O dado de setembro, porém, só será divulgado em 9 de outubro, depois da votação. O IBGE publicou os números de agosto nesta sexta-feira (11).

Juros, câmbio e clima

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o período teve efeitos menos intensos do câmbio e do clima que os observados em outros mandatos. A política de juros altos do Banco Central também contribuiu para conter o IPCA, embora dificulte o crescimento econômico. Lula criticou a atuação da instituição durante a gestão de Roberto Campos Neto.

Vale avalia que uma inflação próxima de 18% em menos de quatro anos ainda é elevada. Segundo ele, o índice poderia ter avançado menos, mas foi pressionado pelo impulso fiscal observado no governo.

O segundo mandato do petista, de 2007 a 2010, tinha o menor acumulado até agosto do último ano de gestão: 19% entre janeiro de 2007 e agosto de 2010. No governo Jair Bolsonaro, o IPCA subiu 25,3% de janeiro de 2019 a agosto de 2022.

Fábio Romão, economista da 4intelligence, atribui parte da desaceleração a boas safras. Ele também cita o menor impacto do câmbio e o rearranjo das cadeias produtivas após a pandemia como fatores presentes desde 2023.

Inflação e custo dos alimentos

Romão ressalta que a inflação mede o ritmo de alta dos bens e serviços, enquanto o nível de preços mostra quanto eles custam. Para ele, os alimentos ainda carregam uma pressão forte do período da pandemia, mesmo com aumentos menores nos últimos anos.

“O custo dos alimentos vem de uma forte pressão da época da pandemia”, afirmou Romão. Ele também relacionou a dificuldade de comprar itens básicos no supermercado ao mal-estar de parte da população.

O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer permaneceu em 82% em agosto, segundo a CNC. O índice é recorde e ficou estável no mês.

Entre as principais quedas de alimentos em agosto, a batata-inglesa recuou 19,89%; a cenoura, 11,22%; a cebola, 11,07%; o tomate, 10,94%; o ovo de galinha, 4,15%; e o café moído, 1,86%.

Para Vale, o endividamento pode ajudar a explicar o descontentamento de parte da população. Ainda assim, ele considera que o quadro econômico geral favorece Lula. O senador Flávio Bolsonaro, principal adversário do presidente neste ano, vem apresentando crescimento nas pesquisas de intenção de voto.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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