São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

IPCA-15 acelera para 0,70% em setembro com pressão da energia elétrica

Habitação teve a maior alta entre os grupos, enquanto passagens aéreas e alimentação também pressionaram o índice.

IPCA-15 acelera para 0,70% em setembro com pressão da energia elétrica

O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, após registrar deflação de 0,40% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi acompanhado por altas nos nove grupos de produtos e serviços pesquisados.

Habitação liderou as variações, com avanço de 2,07% e contribuição de 0,31 ponto porcentual para o índice. A energia elétrica residencial teve a maior influência individual do mês, com impacto de 0,29 ponto porcentual. O item passou de uma queda de 6,25% em agosto para alta de 7,42% em setembro, após o fim do repasse do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês anterior.

O IBGE também registrou a continuidade da bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em Fortaleza, uma mudança nas tarifas estava em vigor desde 26 de agosto, relacionada à utilização de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), medida aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O gás encanado aumentou 0,92%, com reajustes aplicados a partir de 1º de agosto em Curitiba e no Rio de Janeiro. Água e esgoto subiram 0,03%, refletindo uma elevação tarifária em Salvador desde 20 de julho.

Transportes e alimentação

Entre os demais grupos, as variações ficaram entre 0,03% em Educação e 0,96% em Despesas Pessoais. Nesse último grupo, o cigarro subiu 14,00% após reajuste iniciado em 1º de agosto.

Transportes avançou 0,60% em setembro de 2026, com impacto de 0,12 ponto porcentual. As passagens aéreas subiram 9,82%. Entre os combustíveis, o gás veicular aumentou 1,56% e a gasolina, 0,30%; óleo diesel e etanol recuaram 0,78% e 0,22%, respectivamente.

Alimentação e Bebidas teve alta de 0,40%, influenciada pela alimentação no domicílio, que avançou 0,38% depois de cair 0,97% em agosto. Tomate, arroz e carnes subiram 20,76%, 2,39% e 1,30%. Feijão carioca, cebola e café moído tiveram quedas de 6,33%, 4,41% e 1,36%.

A alimentação fora do domicílio aumentou 0,44%. A refeição acelerou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, enquanto o lanche desacelerou de 0,75% para 0,44%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,82%; em 12 meses, o avanço é de 4,47%. A coleta de preços ocorreu entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026, com comparação em relação ao período de 16 de julho a 14 de agosto de 2026. O indicador considera famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos e cobre regiões metropolitanas, Brasília e o município de Goiânia.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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