São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

IA desloca a autoridade técnica e amplia o peso da confiança na liderança

Com tarefas operacionais automatizadas, empresas passam a exigir dos líderes mais capacidade de decisão, influência e gestão de pessoas.

IA desloca a autoridade técnica e amplia o peso da confiança na liderança

A expansão da inteligência artificial nas empresas está mudando os critérios associados à liderança. Com ferramentas capazes de analisar dados, produzir conteúdo e apoiar decisões, o domínio exclusivo do conhecimento técnico perde espaço como principal fonte de autoridade. Em contrapartida, ganham relevância competências como pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, influência social e capacidade de conduzir equipes.

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das competências essenciais dos trabalhadores deverão mudar até 2030. Inteligência artificial e análise de grandes volumes de dados aparecem entre as habilidades em alta, mas as capacidades humanas também estão entre as mais demandadas para os próximos anos.

Levantamentos do IBM Institute for Business Value mostram uma diferença entre a avaliação dos executivos e a adoção da tecnologia pelas equipes. Apenas 25% dos trabalhadores usam IA regularmente, enquanto 86% dos CEOs consultados consideram que seus colaboradores estão preparados para trabalhar com a ferramenta. Além disso, 85% dos CEOs dizem que gestores de todas as áreas precisarão se tornar especialistas em tecnologia dentro de seus próprios campos, e 74% dos executivos esperam que a IA redefina as funções de liderança até 2030.

Nesse ambiente, o líder passa a ser avaliado menos pela quantidade de respostas que concentra e mais pela qualidade das perguntas, das decisões e da responsabilidade assumida. “A vantagem do líder passa a estar menos em ter respostas e mais em saber quais perguntas fazer, quais decisões tomar e quais consequências está disposto a assumir”, afirma Bruno Padredi, CEO da B2B Match.

A influência sobre as equipes também deixa de depender apenas do cargo. Para Reynaldo Gama, CEO da Ânima Empresas, a confiança se torna determinante à medida que o acesso ao conhecimento se amplia: “A autoridade vem do cargo, mas a influência vem da confiança.”

Gestão da mudança

A dimensão humana aparece como um dos principais desafios da adoção da IA. Em estudo divulgado em maio de 2026, o IBM Institute for Business Value informou que 83% dos CEOs entrevistados consideram a adesão das pessoas mais importante para o sucesso da implementação do que a própria tecnologia. No mesmo levantamento, 59% dos executivos preveem aumento da influência das lideranças de Recursos Humanos, enquanto 77% projetam convergência entre as áreas de gestão de tecnologia e de talentos.

Para Glaucia Guarcello, CEO da HSM, a liderança precisará equilibrar a velocidade das ferramentas automatizadas com o ritmo das pessoas, recorrendo a escuta, clareza, empatia e capacidade de criar segurança em cenários de incerteza.

A IA tende a assumir atividades como consolidação de relatórios, identificação de padrões e apoio a diagnósticos. Já a definição de prioridades, a análise de riscos, a resolução de conflitos e a condução estratégica das equipes permanecem como responsabilidades humanas no ambiente corporativo dos próximos anos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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