São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Gartner prevê recontratação de 30% dos demitidos pela IA até 2029

Consultoria alerta que cortes podem eliminar conhecimento e elevar custos com salários, recrutamento, treinamento e integração.

Gartner prevê recontratação de 30% dos demitidos pela IA até 2029

A Gartner prevê que 30% dos trabalhadores demitidos após serem substituídos por inteligência artificial precisarão ser recontratados até 2029. Em muitos casos, o custo para recuperar esses profissionais poderá ser significativamente maior do que a economia obtida com os cortes.

A consultoria afirma que a estratégia de direcionar os ganhos de produtividade da IA principalmente para a redução de equipes pode melhorar as contas no curto prazo, mas também retirar conhecimento acumulado das empresas e enfraquecer a formação de novos profissionais. O problema surgiria quando as habilidades eliminadas voltassem a ser necessárias.

Custos e perda de conhecimento

Com o crescimento da força de trabalho estagnado ou em queda em diferentes partes do mundo, a disputa por profissionais tende a tornar mais cara a recontratação de funções eliminadas. Além de salários potencialmente maiores, as empresas teriam novamente despesas com recrutamento, treinamento e integração.

A redução de cargos de início de carreira também pode comprometer a formação interna de profissionais preparados para assumir funções mais especializadas no futuro. Para a Gartner, cortar pessoal cedo demais pode prejudicar a capacidade de inovar e competir à medida que a tecnologia evolui.

A recomendação é usar a IA para redesenhar funções e deslocar funcionários de atividades menos produtivas para trabalhos de maior valor, em vez de automatizar todas as tarefas possíveis.

Outra projeção da consultoria indica que, até 2027, 75% das organizações que priorizarem transformar os ganhos de produtividade da IA em redução de custos serão superadas por concorrentes que reinvestirem esses ganhos em inovação, modernização e capacitação.

Em maio, a Gartner informou que aproximadamente 80% das organizações pesquisadas que testavam ou utilizavam tecnologias de negócios autônomos haviam reduzido suas equipes. Os cortes, porém, não apresentaram relação clara com retornos maiores sobre os investimentos realizados.

A diferença, segundo a consultoria, está em usar a IA como substituta direta de pessoas ou como ferramenta para ampliar a capacidade de produção das equipes. A eliminação de profissionais antes de definir quais tarefas a tecnologia poderá assumir pode levar as empresas a pagar mais para recuperar conhecimento e capacidade humana dispensados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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