Empresas de tecnologia eliminaram 128.536 postos de trabalho em todo o mundo até 10 de setembro de 2026, segundo dados do Layoffs.fyi. O volume já supera os 122.606 cortes registrados durante todo o ano de 2025, embora 2026 ainda não tenha terminado. O levantamento reúne 299 empresas neste ano.
Oracle, Amazon, Dell e Meta concentram parte relevante das demissões. A Oracle lidera, com cerca de 21 mil cortes, seguida pela Amazon, com mais de 17,5 mil. A Dell aparece com 11 mil desligamentos, enquanto a Meta soma aproximadamente 10,4 mil.
Microsoft, Block, Cisco, Uber e Intuit também estão entre as companhias que eliminaram milhares de vagas ao longo do ano.
A inteligência artificial é frequentemente associada à nova rodada de demissões, mas os cortes ocorrem ao mesmo tempo em que as empresas ampliam investimentos em infraestrutura de IA, data centers e chips. As companhias também vêm reduzindo custos e reorganizando estruturas internas.
Na Oracle, as demissões acontecem enquanto a empresa aumenta os investimentos em infraestrutura necessária para atender à demanda por serviços de inteligência artificial. Outras companhias mencionaram redução de custos, simplificação administrativa e mudança de prioridades para justificar os desligamentos.
A Uber anunciou a eliminação de aproximadamente 3.300 postos, equivalentes a cerca de 10% de sua força de trabalho. A empresa afirmou que pretende reduzir níveis de gerenciamento e acelerar decisões internas.
Ajuste após a expansão na pandemia
Parte dos cortes também está relacionada à expansão das equipes entre 2020 e 2022, quando empresas de tecnologia contrataram milhares de funcionários para acompanhar o aumento da demanda por serviços digitais. Com a normalização do mercado, algumas companhias passaram a realizar rodadas sucessivas de redução de pessoal.
O Layoffs.fyi registra cerca de 265 mil demissões em 2023, o pior resultado recente para o setor. Em 2024, foram aproximadamente 153 mil, enquanto 2025 terminou com pouco mais de 122 mil. Com 128,5 mil cortes até o início de setembro, 2026 já superou o resultado do ano passado e pode se aproximar do total de 2024.
O levantamento não necessariamente abrange todas as demissões do setor. A base contabiliza cortes anunciados publicamente ou reportados, e algumas empresas informam apenas percentuais de redução, sem divulgar o número exato de funcionários afetados.







