São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Bloqueio de R$ 17 bilhões reforça defesa de Durigan para regra fiscal

Ministro afirma que contenção no orçamento em 2026 e impulso fiscal médio de 1,3% afastam a ideia de despesas sem limite.

Bloqueio de R$ 17 bilhões reforça defesa de Durigan para regra fiscal

O bloqueio de R$ 17 bilhões no orçamento de 2026 foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como evidência de que o governo mantém as despesas sob controle, inclusive em um ano de eleição. A medida foi feita em conjunto com Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento.

Durante entrevista à Band News FM, Durigan afirmou que o arcabouço fiscal assegura uma receita superior à despesa. Ele participou da conversa como coordenador da área econômica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro também contestou a interpretação de que a regra seria usada apenas para justificar uma expansão dos gastos. “Não é verdade que o governo gasta sem limite ou sem regra”, disse. Para Durigan, essa avaliação não corresponde aos fatos.

Entre 2023 e o fim de 2025, o impulso fiscal — medida do aumento dos gastos públicos sobre a demanda agregada — ficou, em média, em 1,3%. O dado, segundo ele, não caracteriza gasto desmesurado.

Durigan reconheceu que a dívida aumentou entre 2024 e 2026, mas afirmou que a trajetória pode ser revertida. Ele defendeu a estabilização do endividamento e, posteriormente, sua redução, sem recorrer a uma solução que classificou como fácil.

Na avaliação do ministro, o avanço da dívida nesse período esteve ligado à manutenção da taxa de juros em patamar elevado. A resposta, afirmou, passa por melhorar a situação fiscal no futuro. “É preciso que a gente estabilize a nossa dívida”, declarou, ao tratar do objetivo de impedir que o endividamento continue crescendo no mesmo ritmo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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