O bloqueio de R$ 17 bilhões no orçamento de 2026 foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como evidência de que o governo mantém as despesas sob controle, inclusive em um ano de eleição. A medida foi feita em conjunto com Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento.
Durante entrevista à Band News FM, Durigan afirmou que o arcabouço fiscal assegura uma receita superior à despesa. Ele participou da conversa como coordenador da área econômica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro também contestou a interpretação de que a regra seria usada apenas para justificar uma expansão dos gastos. “Não é verdade que o governo gasta sem limite ou sem regra”, disse. Para Durigan, essa avaliação não corresponde aos fatos.
Entre 2023 e o fim de 2025, o impulso fiscal — medida do aumento dos gastos públicos sobre a demanda agregada — ficou, em média, em 1,3%. O dado, segundo ele, não caracteriza gasto desmesurado.
Durigan reconheceu que a dívida aumentou entre 2024 e 2026, mas afirmou que a trajetória pode ser revertida. Ele defendeu a estabilização do endividamento e, posteriormente, sua redução, sem recorrer a uma solução que classificou como fácil.
Na avaliação do ministro, o avanço da dívida nesse período esteve ligado à manutenção da taxa de juros em patamar elevado. A resposta, afirmou, passa por melhorar a situação fiscal no futuro. “É preciso que a gente estabilize a nossa dívida”, declarou, ao tratar do objetivo de impedir que o endividamento continue crescendo no mesmo ritmo.







