São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

Renda de campanhas ajuda jovem a estudar e ambulante a pagar contas no DF

Trabalho eleitoral complementa o orçamento de estudantes e ambulantes, além de oferecer experiência e contatos para futuras oportunidades.

Renda de campanhas ajuda jovem a estudar e ambulante a pagar contas no DF

O trabalho em campanhas eleitorais tem sido usado por trabalhadores do Distrito Federal para reforçar a renda, financiar objetivos pessoais e complementar atividades já existentes. A contratação envolve distribuição de material, comunicação, redes sociais, produção de divulgação e mobilização nas ruas.

Aos 18 anos, Maria Júlia dos Santos participa pela primeira vez de uma eleição. Estudante no período da manhã, ela aceitou o convite de um conhecido para trabalhar em uma campanha e pretende guardar o dinheiro para se preparar para o vestibular de Veterinária na Universidade de Brasília, incluindo um cursinho preparatório.

“Para quem está desempregado e está estudando, ajuda muito. É um dinheirinho que faz diferença, vai me ajudar a provavelmente realizar um sonho”, disse Maria Júlia.

A experiência também mudou a percepção da jovem sobre a distribuição de panfletos. Antes, ela costumava ignorar quem oferecia o material nas ruas. Depois de passar a atuar na atividade, passou a considerar que os trabalhadores podem estar enfrentando dificuldades e depender daquela renda.

Complemento para as despesas

A campanha também se tornou uma fonte adicional de recursos para um ambulante de 57 anos, identificado pelo apelido Beto. As vendas de bebidas não têm coberto todas as despesas, e ele passou a trabalhar para três candidatos ao mesmo tempo, conciliando a atividade com as vendas no Plano Piloto.

Segundo Beto, atuar em uma única campanha não seria suficiente para equilibrar as contas. Um amigo o encaminhou para mais de uma equipe, e sua esposa também participa da distribuição de panfletos enquanto ele vende bebidas. O dinheiro recebido, afirmou, ajudou a pagar despesas atrasadas e reduziu a pressão sobre o orçamento doméstico.

“Não é para sempre, mas ajuda já no mês”, disse Beto, que gostaria que esse tipo de oportunidade aparecesse com mais frequência.

Efeito sobre renda e serviços

José Pagnussat, professor de Economia da UDF, afirmou que as campanhas demandam serviços que vão além da atuação dos candidatos. Para ele, a contratação temporária pode complementar a renda das famílias e oferecer aos jovens uma primeira experiência profissional.

O economista também avaliou que os valores pagos podem circular no comércio e em outros setores. Além do dinheiro imediato, a atividade pode ampliar a rede de contatos e criar possibilidades de trabalho ou prestação de serviços depois da eleição.

As contratações devem respeitar as regras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral informa que os principais parâmetros estão na Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, e na Resolução TSE nº 23.607/2019, que trata de arrecadação, gastos eleitorais e prestação de contas.

Para as Eleições 2026, há limites para a contratação de pessoal em atividades de militância e mobilização de rua. Os pagamentos e demais despesas precisam ser registrados e comprovados na prestação de contas. A prestação parcial deve incluir a movimentação registrada até 8 de setembro, e o envio das informações ocorre de 9 a 13 de setembro. Os gastos declarados podem ser consultados no DivulgaCandContas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5