A AMD alcançou nesta segunda-feira (21) valor de mercado de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,12 trilhões), impulsionada pela expectativa de expansão da computação voltada à inteligência artificial. As ações da fabricante de chips avançaram 9,6% durante a manhã.
O patamar coloca a companhia na mesma faixa de valor de Nvidia, Broadcom e Micron. A valorização reflete a aposta dos investidores no crescimento da AMD em unidades de processamento gráfico (GPUs), unidades centrais de processamento (CPUs) e sistemas completos para aplicações de inteligência artificial.
Competição com a Nvidia
Com sede em Santa Clara, na Califórnia, a AMD é apontada como a principal concorrente da Nvidia em GPUs, usadas na execução de tarefas de inteligência artificial. A empresa passou a oferecer conjuntos completos, que combinam processadores, equipamentos de rede e outros componentes.
A fabricante também avançou em CPUs utilizadas com GPUs em servidores que executam modelos de inteligência artificial. Esse movimento contribuiu para o aumento de sua participação de mercado em relação à Intel.
Os papéis da AMD chegaram a US$ 613,50 (R$ 3.141,12), o maior valor histórico da empresa. Desde o início de setembro, acumulam alta superior a 26%. No mesmo período, as ações da Intel subiram cerca de 11%, enquanto as da Qualcomm avançaram 4,1% nesta segunda-feira. Um índice de empresas de semicondutores dos Estados Unidos subiu 2,6% e atingiu o maior nível em um mês.
A alta ganhou força após a AMD divulgar uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, embora inferior às projeções mais elevadas dos investidores. A Nvidia atingiu US$ 1 trilhão em 2023 e atualmente supera US$ 5 trilhões (R$ 25,6 trilhões) em valor de mercado.
Parceria para supercomputadores
Em outubro do ano passado, os Estados Unidos anunciaram um acordo de US$ 1 bilhão (R$ 5,12 bilhões) com a AMD para o desenvolvimento de supercomputadores destinados à pesquisa científica.
Os equipamentos serão aplicados em áreas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional. O projeto inclui ainda pesquisas sobre fusão nuclear, tecnologias de defesa e desenvolvimento de medicamentos.
“Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra”, disse o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, à Reuters em 2025. Segundo ele, a inteligência artificial dos sistemas pode acelerar as pesquisas e produzir avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos.







