Donald Trump voltou a ameaçar um ataque dos Estados Unidos à instalação iraniana conhecida como Pickaxe Mountain, localizada sob a montanha Kuh-e Kolang Gaz La. O presidente americano afirmou que a ação pode ocorrer “muito em breve”, depois de classificar o conflito com o Irã como “coisa pequena”.
A instalação fica próxima ao complexo de enriquecimento de urânio de Natanz, atingido por bombardeios dos EUA e de Israel no início do conflito. Segundo governos ocidentais e agências de inteligência, o local pode estar relacionado ao programa nuclear iraniano e abrigar centrífugas usadas no enriquecimento de urânio.
A Pickaxe Mountain está a pelo menos 100 metros de profundidade. Estados Unidos e Israel avaliam que o Irã transferiu para a instalação parte de suas reservas de urânio enriquecido e de suas centrífugas avançadas depois dos ataques de junho do ano passado. Teerã nega essas acusações.
Disputa sobre a guerra
Ao responder a jornalistas sobre uma declaração do vice-presidente JD Vance, Trump disse que algumas pessoas não consideram o confronto uma guerra. “Muitas pessoas não lhe chamam guerra. Eu digo que é um conflito militar, porque para nós é uma coisa pequena”, afirmou.
Em uma publicação anterior nas redes sociais, porém, o presidente havia usado o termo guerra ao acusar democratas de desejarem uma derrota americana no Irã. Trump também afirmou que seus adversários seriam motivados pelo que chamou de “síndrome anti-Trump”.
As declarações ocorrem enquanto se aproximam as eleições intercalares para o Congresso, marcadas para o início de novembro. As negociações indiretas entre Washington e Teerã estão paralisadas, e os Estados Unidos retomaram no fim de semana passado os bombardeios contra o Irã após cerca de um mês de redução dos confrontos.
O Irã respondeu com ataques contra o que classificou como alvos americanos em países vizinhos do Golfo. Paralelamente, Trump encarregou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, de preparar novas sanções contra Teerã.
Após mais de seis meses de guerra, o porta-voz militar iraniano Mohammad Akraminia pediu que Washington “aceite os factos” e retire suas forças da região. Para ele, a saída americana tornaria a região mais segura e ajudaria a aproximar os americanos da prosperidade.







