A tireoide é uma glândula localizada na parte da frente do pescoço e produz hormônios que participam do controle do metabolismo. Sua atividade também influencia o coração, o intestino, os músculos, os ossos, o sistema nervoso e a saúde reprodutiva.
Mulheres apresentam problemas na tireoide com frequência de cinco a oito vezes maior do que homens, segundo a endocrinologista Camila de Castilhos Forster. A médica afirma que uma em cada oito mulheres desenvolverá algum distúrbio tireoidiano ao longo da vida. Entre as causas mais comuns estão doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves.
Sintomas e alterações na função da glândula
Cansaço persistente, queda de cabelo, mudanças no peso, alterações no sono e no humor, palpitações e irregularidade menstrual podem indicar que a função tireoidiana precisa ser avaliada. Esses sinais, porém, também podem ter outras origens e, em alguns casos, ser passageiros.
No hipotireoidismo, a glândula trabalha abaixo do necessário. O quadro pode envolver cansaço, maior sensibilidade ao frio, constipação, pele seca, queda de cabelo, alterações menstruais e mudanças no peso. Já o hipertireoidismo ocorre quando há excesso de hormônios, deixando o organismo mais acelerado. Palpitações, tremores, sudorese, intolerância ao calor, ansiedade e perda de peso não intencional estão entre as manifestações possíveis.
O risco não é igual para todas as mulheres. História pessoal ou familiar, outras doenças autoimunes, aumento da glândula ou presença de nódulos, cirurgia tireoidiana anterior e radioterapia na cabeça ou no pescoço são fatores que exigem maior atenção. Medicamentos como amiodarona e lítio também podem interferir na função da tireoide, assim como alguns tratamentos oncológicos, especialmente determinadas imunoterapias. Exposições importantes ao iodo podem produzir efeito semelhante em pessoas suscetíveis.
Relação com a saúde feminina
As alterações da tireoide podem afetar o ciclo menstrual e a ovulação. Na gestação, o acompanhamento ganha importância porque as necessidades hormonais mudam, e o funcionamento adequado da tireoide materna é relevante para a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê.
O diagnóstico não deve se basear em um resultado isolado. A avaliação combina sintomas, histórico pessoal e familiar, exame físico e exames complementares. A orientação da especialista é não atribuir automaticamente toda mudança aos hormônios, mas também não ignorar sinais persistentes. Uma investigação direcionada pode levar ao diagnóstico e ao tratamento no momento adequado.







